'Meu filho foi estuprado', lamenta mãe de rapaz que teve objeto introduzido no ânus
Em entrevista exclusiva, dona Josefa detalhou o socorro a Fábio Caetano da Silva, de 39 anos, encontrado desacordado em uma calçada
A repercussão de um crime de extrema violência e crueldade mobilizou moradores e familiares em Igaci, Agreste de Alagoas. Fábio Caetano da Silva, conhecido como Cesario, de 39 anos, morreu na noite dessa quarta-feira (9), no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, após ser vítima de tortura e estupro na madrugada da terça (8).
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Em entrevista exclusiva à reportagem na residência da família, a mãe da vítima, dona Josefa, detalhou o impacto da tragédia e como tomou conhecimento da ocorrência. Ela relatou que soube do caso por meio de terceiros.
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"Uma pessoa encontrou ele caído numa calçada, não sei nem quem é a pessoa, e avisou para o meu marido: 'Seu filho está caído numa calçada, está bastante sangrado, acho que espancaram'".

Dona Josefa contou que ainda estava deitada quando se levantou para ir até o local, nas imediações da antiga estação ferroviária. Inicialmente, a família acreditava se tratar de uma queda comum.


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"Chegando lá, eu achava que ia ser uma quedinha simples, ele achou que bateu a cabeça, aí virei ele, não tinha nada. Quando eu olhei nas costas dele, na parte da bunda, estava bastante sangue e descendo mais. Então eu virei ele de lado, puxei a roupa dele e vi que a situação não era o que eu pensava".
Questionada se o filho conseguiu falar, a mãe confirmou a lucidez momentânea no momento em que o encontrou: "Conseguiu. Ele falou, perguntei: 'Meu filho, o que foi isso?'. Ele não respondeu, ele não lembrava".
Segundo a mãe, Fábio não chegou a retornar para casa após ser localizado por volta das 6h da manhã da terça-feira. O socorro inicial foi prestado em uma unidade de saúde local de Igaci, de onde foi transferido para o HEA, em Arapiraca. O instinto materno, segundo ela, antecipou a gravidade do quadro: "Eu não me enganei, porque você sabe que o coração de mãe não se engana. Quando eu vi a situação que ele estava, meu coração falou: 'Só Deus'".
Questionada diretamente sobre a agressão, dona Josefa afirmou que o filho foi alvo de violência sexual: "Foi estuprado, e o médico suspeita com pau ou com ferro, mas a gente já tem a noção que foi com pau".
Na unidade hospitalar, a vítima foi submetida a uma cirurgia de quatro horas e vinte minutos. Os médicos chamaram a família na UTI e explicaram que o quadro era irreversível, confirmando a introdução do objeto nas partes íntimas, o que atingiu múltiplos órgãos e exigiu a remoção de parte do intestino grosso.
A confirmação do óbito ocorreu após o retorno da família a Arapiraca, acionada por telefone após o término de uma visita. "A pressão dele só continuou baixando, baixando, e ele faleceu", explicou dona Josefa. Ela também descreveu o perfil pacífico do rapaz: "Era um ótimo filho, porque não fazia nada com a gente [...] Não discutia, não brigava com ninguém na rua, com ninguém, não dizia palavra ruim com mulher, não tirava brincadeira com moça, nem nada".
O corpo foi submetido à necrópsia no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca e liberado para o velório na residência da família, em Igaci. O caso é investigado pela Polícia Civil (PC) para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime.
