EUA define embaixador para o Brasil, mas governo Lula tem que dar aval
Daniel Perez pode ser confirmado pelo Senado dos EUA, mas só assumirá em Brasília após o agrément do governo Lula

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7/8), a indicação de Daniel Perez para a embaixada norte-americana no Brasil. Mesmo com o nome aprovado pelo plenário, o republicano ainda dependerá de uma etapa que não cabe a Washington: o aval formal do governo brasileiro, conhecido como agrément – ou aval, no jargão diplomático.
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O procedimento é uma exigência diplomática para que um embaixador possa assumir oficialmente a representação do país.
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No caso de Perez, o pedido está sob análise do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não estabeleceu prazo para uma resposta e avalia o cenário em meio à deterioração das relações entre Brasília e Washington.
A indicação de Perez foi anunciada por Donald Trump em 1º de junho, antes de o governo norte-americano obter formalmente o consentimento brasileiro. A manobra gerou incômodo no Itamaraty porque, pela tradição diplomática, o pedido de agrément é feito de maneira reservada ao país que receberá o representante antes da divulgação pública do nome.


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O Senado norte-americano, por sua vez, já avançou no processo interno.
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