Após tarifaços, Lula diz querer ‘forças armadas bem preparadas’ contra interferência internacional
Declaração de Lula marcou visita à fábrica da Avibras Aeroco, que produz sistemas de defesa, nesta sexta-feira

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta sexta-feira (24), querer as forças militares do Brasil preparadas para qualquer tentativa de interferência internacional.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A fala aconteceu em agenda no município de Jacareí, estado de São Paulo, um dia após o governo dos Estados Unidos adicionarem nova tarifa de 12,5% aos 25% que foram impostas como penalidade às empresas brasileiras.
Leia também
“Quero ela [Forças Armadas] bem preparada do ponto de visto do poderio, do conhecimento científico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância. Falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, afirmou.
A declaração de Lula marcou visita à fábrica da Avibras Aeroco, que produz sistemas de defesa e retomou as atividades após enfrentar uma greve e um processo de recuperação judicial motivado por dívidas de R$ 600 milhões.


Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara
O presidente justificou a necessidade de investimentos na defesa do território nacional diante a extensão das fronteiras secas do país.
Por que Trump impôs mais tarifas ao Brasil?
A nova taxa imposta a partir do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) foi justificada sob alegação de que o Brasil carece de mecanismos para bloquear a importação de insumos fruto de trabalho forçado.
A nova alíquota se sobrepõe a uma tarifa de 25% estabelecida no último dia 22 de julho pelo governo de Donald Trump sobre máquinas, móveis, etanol e outros itens, o que pode resultar em uma tributação conjunta de até 37,5% para os produtos que figuram em ambas as listas de restrição.
A estratégia para minimizar o impacto sobre as empresas exportadoras, que agora necessitam comprovar a rastreabilidade de todas as etapas de suas cadeias produtivas para acessar o mercado americano, o governo federal anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito emergencial.
Os recursos têm como foco auxiliar no capital de giro, viabilizar investimentos e fomentar a diversificação de destinos comerciais, enquanto os diplomatas brasileiros negociam com as autoridades americanas para evitar a cumulação das duas tarifas.
