Sanfona do Rei é campeã do interior do Forró & Folia 2026 com homenagem ao Ceguinho do Centro
Quadrilha de Atalaia emocionou o público em Girau do Ponciano com o espetáculo "Os Olhos", inspirado na trajetória de Edmilson Mendes
A quadrilha junina Sanfona do Rei, de Atalaia, é a grande campeã do interior do Forró & Folia 2026. O resultado foi anunciado na madrugada desta sexta-feira (26), após as apresentações realizadas no Ginásio de Esportes Djalma Nunes Santos, em Girau do Ponciano. A quadrilha Canarraiá conquistou o segundo lugar, a Brilho Lunar ficou com o terceiro e a Girassol na quarta posição na classificação geral.
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Com o tema "Os Olhos", a quadrilha emocionou o público ao abordar a deficiência visual por meio de uma apresentação marcada por simbolismo, inclusão e sensibilidade.
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O espetáculo fez referências a Santa Luzia, considerada pela tradição católica a protetora dos olhos, ao pássaro assum-preto e prestou uma homenagem ao músico Edmilson Mendes, conhecido como Ceguinho do Centro, figura popular do comércio de Maceió.

A apresentação contou a trajetória de Edmilson desde a infância, no interior de Pernambuco, até sua chegada a Alagoas, aos 10 anos. Também retratou sua vida adulta na capital, onde ficou conhecido por tocar pandeiro no calçadão do Centro.


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Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a entrada do próprio Edmilson na arena, com seu inseparável pandeiro, sendo aplaudido pelo público.
Aos 62 anos, ele participou pela primeira vez de uma quadrilha junina e também de um evento de São João. Emocionado, agradeceu pela homenagem.
Ao comentar o tema do espetáculo, Edmilson resumiu a mensagem levada ao público:
"Não vejo com os olhos, mas vejo com o coração e, por isso, eu sou muito feliz."
Segundo a organização do festival, a apresentação destacou os desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual e transmitiu uma mensagem de inclusão, respeito e superação.
Fundada há dez anos, a Sanfona do Rei nasceu a partir de um grupo de amigos que integrava a antiga quadrilha Asa Branca, de Atalaia.
O presidente da Sanfona do Rei, Max Medeiros, comemorou o título e disse que o sentimento é de gratidão. Segundo ele, o espetáculo foi preparado durante oito meses e buscou sensibilizar o público para a inclusão de pessoas com deficiência visual.
"É um sentimento de gratidão. Primeiro, agradecer a Deus. Foi muito emocionante contar a história de Edmilson, que teve uma trajetória de muito sofrimento e superação. Nós pensamos em uma forma de abordar a inclusão social da pessoa com deficiência visual e decidimos trazer Santa Luzia e o assum-preto para compor essa narrativa. Foram oito meses de preparação. Valeu muito a pena e continua valendo", afirmou.



