Colômbia volta à Copa nos EUA após 32 anos de tragédia com zagueiro
Última Copa disputada nos Estados Unidos, em 1994, ficou marcada pelo assassinato do zagueiro Andrés Escobar

A seleção da Colômbia estreia na Copa do Mundo de 2026 nesta quarta-feira (17), contra o Uzbequistão, no Estádio Azteca, na Cidade do México. O retorno ao principal torneio do futebol acontece justamente em uma edição sediada na América do Norte, 32 anos após uma das histórias mais trágicas já vividas pelo esporte colombiano.
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A última Copa disputada nos Estados Unidos, em 1994, ficou marcada pelo assassinato do zagueiro Andrés Escobar poucos dias após a eliminação da seleção. O defensor entrou para a história do futebol mundial após marcar um gol contra na derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, resultado que contribuiu para a queda precoce da Colômbia ainda na fase de grupos.
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Escobar foi morto em Medellín na madrugada de 2 de julho de 1994, apenas dez dias após a eliminação da equipe. Segundo as investigações, ele deixava uma boate quando se envolveu em uma discussão e acabou baleado.
O autor dos disparos foi Humberto Muñoz Castro, motorista de Pedro David e Santiago Gallón, empresários que teriam confrontado o jogador antes do crime. Muñoz foi condenado a 43 anos de prisão em 1995, mas acabou deixando a cadeia em 2005.


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O assassinato ocorreu em um período de forte instabilidade na Colômbia, pouco tempo após a morte de Pablo Escobar. O caso gerou repercussão internacional e deu origem a diversas teorias envolvendo grupos criminosos, cartéis de drogas e esquemas ligados a apostas.
Mais de três décadas depois, a seleção colombiana tenta escrever um novo capítulo em sua história. Os Cafeteros retornam à Copa após ficarem fora da edição de 2022, no Catar.
A classificação veio com uma campanha consistente nas Eliminatórias Sul-Americanas, encerrada com o terceiro lugar e 28 gols marcados. Sob o comando de Néstor Lorenzo, vice-campeão da Copa América de 2024, a equipe chega embalada pela boa fase e pela expectativa de repetir campanhas como as de 2014 e 2018, quando alcançou as oitavas de final.
Curiosamente, Lorenzo esteve presente nos dois Mundiais como auxiliar técnico da seleção colombiana. Agora, à frente da equipe, tenta conduzir o país a mais uma campanha histórica em um torneio disputado novamente na América do Norte.
