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Justiça de SP decide manter abusador sexual preso por estupro

Juiz decidiu neste domingo que Diego de Novais continuará detido preventivamente até eventual julgamento

A Justiça de São Paulo decidiu neste domingo (3) manter preso o ajudante-geral Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, detido no sábado (2) por suspeita de estuprar uma mulher em um ônibus. O juiz Rodrigo Marzola Colombini entendeu que ele cometeu mesmo o estupro e converteu a prisão em flagrante em preventiva, para que fique detido até as conclusões do inquérito policial.

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A decisão do juiz foi audiência de custódia ocorreu nesta manhã no fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital, e contou com a presença do magistrado, do Ministério Público (MP), e de Diego, que foi defendido por um defensor público.

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O juiz Colombini atendeu os pedidos do promotor Luis Feipe Tegon Cerqueira Leite e da Polícia Civil para que Diego permanecesse preso até seu eventual julgamento pelo crime de estupro cometido contra uma passageira no Centro de São Paulo.

O magistrado, no entanto, não atendeu o pedido do delegado Rogério de Camargo Nader, que solicitou que Diego fosse submetido a exames psiquiátricos (para saber se tem alguma doença mental e necessita de tratamento médico). O magistrado, no entanto, não atendeu a esse último pedido.

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Diego já foi detido 17 vezes por crimes sexuais (13 deles por atos obscenos e importunação ofensiva ao pudor e quatro estupros) . Só nesta semana, foi preso duas vezes. A penúltima na terça (29) após ejacular no pescoço de outra mulher, também em um coletivo na Avenida Paulista, mas, mesmo tendo sido indiciado pela polícia por estupro, foi solto um dia depois pela Justiça, que considerou o crime como 'contravenção penal'.

A soltura repercutiu nas redes sociais com críticas à decisão, inclusive da própria vítima, que falou ao G1 que ?doeu muito? ver o abusador ser libertado. Entidades de classe, porém, apoiaram o juiz e o promotor que optaram pelo relaxamento da prisão de Diego.

Após a última prisão, no sábado, quando esfregou o pênis em uma passageira na região central, Diego foi novamente levado ao 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins. Lá, a Polícia Civil o indiciou por estupro e pediu à Justiça a prisão preventiva dele (para que fique detido até um eventual julgamento) ou que ele seja submetido a exames psiquiátricos (para saber se pode responder criminalmente por seus atos ou se necessita de tratamento médico).

Diego foi levado nesta manhã da cadeia do 2º DP, Bom Retiro, por policiais para audiência de custódia no plantão judiciário do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. Lá, ele foi ouvido pelo juiz e promotor. Sua defesa teria sido feita por um defensor público.

De acordo com a polícia, Diego foi detido inicialmente por suspeita de ato obsceno, mas, na delegacia, acabou indiciado por estupro porque foi acusado de esfregar o pênis no ombro da vítima e ainda tentado impedi-la de fugir.

Segundo o delegado Rogério de Camargo Nader, responsável pela área onde o crime aconteceu, Diego afirmou em depoimento informal à polícia que começou a praticar os crimes sexuais após sofrer uma batida de carro, em 2006. Segundo ele, o acidente o deixou dois meses internado e duas semanas em coma, e que, depois disso, passou a se sentir diferente.

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