Há 26 anos, grupo Reviver preserva tradição do coco de roda em Alagoas
Mestres e integrantes do grupo trabalham para evitar que a tradição se perca com o passar dos anos
Neste sábado (22), Dia do Folclore, o grupo de coco de roda Reviver celebra uma trajetória de 26 anos dedicada à preservação de uma das manifestações mais tradicionais da cultura popular de Alagoas. A iniciativa reúne diferentes gerações e mantém vivos ensinamentos transmitidos por mestres da cultura alagoana.
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A história do grupo começou no bairro de Bebedouro, em Maceió, e segue sendo fortalecida por integrantes que cresceram em meio às rodas de coco e a outras manifestações culturais.
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Entre os responsáveis por manter essa tradição está Mestre Nildo Verdelhinho, filho do mestre Verdelhinho, importante nome do folclore alagoano. Na Chã da Jaqueira, a família mantém uma casa de taipa que reúne memórias e objetos relacionados à trajetória do mestre e à cultura do coco.
Verdelhinho foi cantador, violeiro e embolador e compôs mais de 300 músicas. Ele também se apresentou em feiras e festivais, utilizando a arte como forma de sustento da família. O mestre morreu em 2010, aos 65 anos, vítima de câncer na bexiga.


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O legado, porém, continua sendo transmitido entre as novas gerações. Para Mestre Nildo, preservar as manifestações culturais é uma forma de manter viva a identidade e a história do povo alagoano.
Segundo ele, a valorização do folclore não deve ficar restrita ao dia 22 de agosto. “Aqui, todo dia é Dia de Folclore”, afirmou.
Nildo também defende mais visibilidade, reconhecimento e apoio aos mestres que trabalham para manter vivas as tradições culturais de Alagoas.
