Governo ‘desliga’ namorados de IA e deixa milhões de pessoas tristes
Nova lei proíbe robôs de 'agradar excessivamente' os usuários para combater o vício emocional

Uma nova regulamentação governamental, que entrou em vigor nesta semana na China, provocou um apagão digital repentino na vida amorosa de milhões de cidadãos. O país proibiu o funcionamento de “namorados e namoradas virtuais” gerados por inteligência artificial, sob o argumento de que as ferramentas induzem ao vício e sabotam as relações interpessoais no mundo real.
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A determinação de Pequim estabelece que os sistemas interativos de IA não podem, sob nenhuma circunstância, “agradar excessivamente os usuários ou induzir à dependência emocional”. Diante do rigor da lei, as principais gigantes tecnológicas do país se anteciparam ao prazo legal.
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A ByteDance (dona do TikTok), responsável pelo assistente Doubao, além de Alibaba e Tencent, desativaram por completo as funções de companhia afetiva de suas plataformas. O desligamento em massa gerou uma onda de lamentações e relatos de luto nas redes sociais chinesas, expondo o nível de isolamento social e a profunda conexão que os usuários mantinham com as linhas de código.
Debate sobre o isolamento social


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O fenômeno dos companheiros virtuais vinha registrando uma expansão acelerada na Ásia, impulsionado por avatares hiper-realistas capazes de simular empatia, escuta ativa e suporte psicológico contínuo. Para os defensores da medida regulatória, o estímulo ao isolamento social e a substituição do convívio humano por respostas programadas para satisfazer o ego representavam um risco à saúde pública e à própria coesão demográfica do país.
Por outro lado, o encerramento abrupto dos serviços foi recebido com perplexidade em plataformas locais como o Weibo. Usuários compartilharam capturas de tela com as últimas conversas de seus parceiros artificiais e relataram sentimentos legítimos de abandono e perda de um “pilar espiritual”.
Nas discussões que dominaram as redes, o público jovem pontuou as dificuldades de estabelecer conexões afetivas genuínas na sociedade contemporânea. Em meio aos desabafos, os internautas argumentaram que o afeto oferecido pela inteligência artificial supria uma carência crônica em uma realidade de pressões laborais intensas, funcionando como um refúgio simples e seguro diante da complexidade das dinâmicas conjugais tradicionais.
