Como o app de espionagem Pegasus pode invadir celulares sem clique

Países teriam hackeado aparelhos através do programa criado pela empresa NSO Group, segundo revelação de jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos

Segundo informações reveladas por jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos neste domingo (18), jornalistas, grupos de ativistas e políticos de oposição de 50 países podem ter tido seus smartphones invadidos por um programa de espionagem chamado Pegasus.

As informações vieram da Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos da França, e da Anistia Internacional, que conseguiram uma lista de 50 mil números que podem ter sido invadidos pelo "malware" desenvolvido pela empresa israelense NSO Group e vendido para agências governamentais.

O que é o Pegasus?

O Pegasus é um programa criado pela empresa israelense de cibersegurança NSO Group, que tem como função invadir celulares para espionar pessoas. Softwares com esse objetivo são conhecidos como malwares.

Ele é comercializado para agências governamentais e é considerado um dos programas de espionagem mais completos e avançados disponíveis para celulares e pode atacar aparelhos com o sistema operacional Android, do Google, e iOS, utilizado em iPhones.

Supostamente, eram os clientes dessa empresa que decidiam quais eram os smartphones que seriam invadidos.

A utilização desse tipo de software por governos é feita em segredo e organizações de defesa dos direitos humanos apontam possíveis abusos em relatórios.