Veja quanto tempo Renan Filho e JHC podem ter no guia eleitoral de AL
Cenário inicial aponta vantagem de mais de seis minutos para Renan Filho, mas alianças com Arthur Lira podem mudar a disputa pelo tempo de TV

Pelas projeções iniciais a partir das convenções partidárias dessa quarta-feira (5), o senador e candidato ao governo Renan Filho (MDB) pode alcançar até 7 minutos e 33 segundos por programa no guia eleitoral, enquanto JHC (PSDB/Cidadania) ficaria com cerca de 1 minuto e 27 segundos, caso não haja mudanças nas alianças até o dia 15 de agosto. Este é o prazo para que os partidos e federações registrem as candidaturas.
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O MDB oficializou uma ampla coligação, reunindo PSD, PSB, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Federação Renovação Solidária, Podemos e Avante. Já a federação PSDB/Cidadania apresentou a candidatura de JHC e sinalizou coligação com o PDT, mantendo diálogo aberto com a Federação União Progressista (PP e União Brasil), além de PL e Republicanos — partidos considerados estratégicos para reequilibrar a disputa.
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O impacto dessas alianças é direto no tempo do guia eleitoral, que será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro. Pela regra, 90% do tempo total — cerca de 8 minutos e 6 segundos — é distribuído conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados, considerando apenas os seis maiores partidos de cada coligação.
No cenário atual, sem o apoio do grupo político liderado por Arthur Lira a JHC, a coligação de Renan Filho soma peso equivalente a 240 deputados, enquanto o bloco inicial do PSDB/Cidadania e PDT chega a apenas 34. Isso explica a diferença superior a seis minutos por programa.


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No entanto, o quadro pode mudar completamente caso Arthur Lira leve para JHC a Federação União Progressista e o PL. Com isso, as duas candidaturas ficariam praticamente empatadas no tempo de TV: cerca de 4 minutos e meio para cada lado.
Uma terceira hipótese também é considerada: o lançamento de uma candidatura própria pelo grupo de Lira. Nesse cenário, o tempo seria dividido entre três concorrentes, reduzindo a vantagem individual e fragmentando a exposição no guia eleitoral.
Além dos programas em bloco, exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras, as campanhas contarão com cerca de 14 minutos diários de inserções — o equivalente a 28 comerciais de 30 segundos distribuídos ao longo da programação. Nesse formato, a diferença também pode ser expressiva.
Sem o apoio de Lira a JHC, a tendência é que Renan Filho concentre entre 23 e 24 inserções por dia, enquanto JHC teria apenas quatro a cinco. Já em um cenário equilibrado, ambos passariam a ter cerca de 14 inserções diárias. Se houver uma terceira candidatura competitiva, a divisão ficaria ainda mais pulverizada.
As inserções são consideradas estratégicas por aparecerem em diferentes horários e em meio a conteúdos de grande audiência, como novelas e telejornais, ampliando a repetição das mensagens junto ao eleitorado.
A candidata Lenilda Luna (Unidade Popular) segue fora da divisão do tempo de rádio e TV, por não atender aos critérios legais, embora possa disputar normalmente e fazer campanha nas ruas e nas redes sociais.
