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Rui Palmeira atribui a JHC responsabilidade por aporte de R$ 117 milhões do Iprev no Banco Master

Candidato apresentou documentos sobre a negociação conduzida pelo então presidente do instituto

O vereador por Maceió e candidato a deputado federal Rui Palmeira (PSD) atribuiu ao ex-prefeito JHC (PSDB) responsabilidade política pelo investimento de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em títulos do Banco Master. Em vídeo divulgado nessa quinta-feira (20), Rui apresentou documentos que, segundo ele, revelam como a operação foi conduzida e autorizada.

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Entre os arquivos exibidos estão trocas de e-mails iniciadas em 2 de maio de 2024 entre o então presidente do Iprev, Ronnie Mota, a chefe de gabinete dele, Francy Sobreiro, e uma representante do Banco Master. De acordo com Rui, a negociação foi concluída sete dias depois, em 9 de maio.

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O vereador afirmou que, no mesmo dia, Ronnie elaborou e assinou uma nota técnica favorável à aplicação. Segundo Rui, o documento declarou que o banco não apresentava risco, mas não teria sido precedido por uma avaliação detalhada nem submetido aos técnicos do instituto ou à consultoria contratada para analisar investimentos.

Um despacho anexado ao processo determinou, ainda, a transferência imediata do valor para uma conta do Iprev mantida no Banco Master. Rui questionou a rapidez da operação e disse que a análise de risco foi cobrada posteriormente pela área de controle do instituto.

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A cobrança ocorreu em 16 de dezembro de 2025, após a liquidação do Banco Master no mês anterior. Diante da possibilidade de perda dos recursos, um controlador do Iprev solicitou esclarecimentos, pediu um ajuste para perdas estimadas e cobrou a avaliação de risco que não havia sido apresentada anteriormente.

No mesmo processo, foi anexado um extrato do Ministério da Previdência com o registro das aplicações de R$ 117 milhões no Banco Master e de R$ 51 milhões no fundo Nest Eagle. No arquivo apresentado por Rui, João Henrique Caldas, o JHC, aparece no campo “representante pelo ente”, em referência ao município de Maceió.

A indicação não demonstra, isoladamente, que JHC tenha autorizado pessoalmente o investimento. Rui, no entanto, utilizou o documento para questionar a versão de que a operação teria sido decidida exclusivamente pela direção do Iprev.

“Ao que parece, Ronnie era o homem de confiança do ex-prefeito JHC quando o assunto envolvia milhões. É difícil acreditar que ele faria tudo isso sozinho, sem seguir qualquer indicação da política de investimentos do gestor municipal”, afirmou.

Rui também relacionou a operação ao vínculo político entre Ronnie e JHC. O ex-presidente do Iprev participou da campanha eleitoral de JHC em 2020 e, posteriormente, foi indicado para coordenar o núcleo envolvido nas negociações do acordo de quase R$ 2 bilhões firmado entre a Prefeitura de Maceió e a Braskem.

O candidato mencionou ainda que Ronnie foi alvo de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal e teve bens bloqueados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também responde a um processo relacionado a um suposto desvio de R$ 3 milhões em emendas destinadas à Arquidiocese de Maceió.

Para Rui, os documentos exigem o esclarecimento de toda a cadeia de decisões que resultou na aplicação dos recursos previdenciários dos servidores municipais.

“Agora temos os documentos mostrando como a negociação aconteceu, quem participou, quem autorizou o aporte e quem aparece oficialmente, perante o Ministério da Previdência, como representante do ente. Mas ainda falta esclarecer quem induziu e deu a ordem para fazer esse aporte justamente no Banco Master”, declarou.

JHC e Ronnie Mota foram procurados para comentar as acusações, mas não responderam até o fechamento deste material.

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