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PM revoga prisão de sargentos após troca de mensagens: 'Comandante-geral foi levado ao erro', afirma deputado

Cabo Bebeto diz que prisão ocorreu após denúncia de suposto motim em grupo, que não foi confirmado


				PM revoga prisão de sargentos após troca de mensagens: 'Comandante-geral foi levado ao erro', afirma deputado
Sargentos foram presos por supostamente organizarem motim contra a corporação. — Foto: Reprodução

A Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) revogou a prisão administrativa de dois sargentos do 3º Batalhão, em Arapiraca, após a repercussão de mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp e questionamentos feitos na Assembleia Legislativa (ALE). A informação foi confirmada pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PL), que afirmou ter conversado com o comandante-geral da corporação, nessa quinta-feira (5).

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Segundo o parlamentar, os dois militares estavam presos na sede do 3º Batalhão e foram colocados em liberdade após a revisão do caso. O deputado relatou que, desde a manhã de ontem, já circulavam informações sobre a possível prisão dos policiais. Ele afirmou que tentou contato com o comandante-geral da PM, coronel Paulo Amorim, mas não obteve resposta naquele momento.

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“Desde de manhã que estava circulando essa possível prisão deles. Eu tentei entrar em contato com o comandante-geral, mandei uma mensagem, ele não respondeu. Fiquei acompanhando de longe os fatos lá em Arapiraca e à tarde houve a prisão dos policiais”, disse.

Suposto motim

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De acordo com Bebeto, o comandante do 3º Batalhão, tenente-coronel Carlos Alberto, teria informado ao comando-geral que três policiais estariam incentivando um motim dentro da unidade por meio de um grupo de mensagens.

“O tenente-coronel Carlos Alberto ligou para o comandante-geral informando que tinham três policiais provocando motim na tropa do 3º Batalhão em grupo de WhatsApp, dizendo que policiais estavam sugerindo e estimulando outros a cortarem pneu de viatura, tocar fogo na viatura e não produzirem na tropa”, relatou o deputado.

Diante da gravidade das acusações, o comandante-geral teria autorizado a prisão caso houvesse provas das mensagens.

Revisão da decisão

Após a repercussão do caso, o comandante-geral solicitou o envio das supostas provas que embasaram a prisão. Segundo o deputado, ao analisar o material, foi constatado que não havia incentivo a motim.

“Ele ligou para o corregedor e pediu os prints que o comandante disse que tinha dos policiais mandando furar pneu de viatura ou tocar fogo nas viaturas. E não tinha nada disso”, afirmou Bebeto.

Ainda conforme o parlamentar, o próprio comandante-geral teria reconhecido o equívoco.

“O comandante-geral, de forma humilde e responsável, me ligou e disse: ‘Bebeto, eu fui levado ao erro. Os policiais não estavam mandando ninguém furar viatura, nem queimar viatura, nem provocando motim. Estavam conversando besteira’. Ele disse que será aberto um procedimento para apurar o caso, mas que não se tratava de crime de motim”, declarou.

Críticas ao comandante do batalhão

Durante o pronunciamento, o deputado também criticou a atuação do comandante do 3º Batalhão e afirmou que ele teria repassado informações incorretas ao comando-geral.

“O tenente-coronel Carlos Alberto levou o comandante-geral a cometer um erro, um erro que ocasionou na prisão de dois policiais militares”, afirmou.

Bebeto também pediu desculpas públicas ao comandante-geral da Polícia Militar.

“Quero pedir desculpa ao comandante-geral, coronel Paulo Amorim, porque ele foi levado ao erro, assim como eu. O tenente-coronel disse que foi o comandante-geral que mandou prender, e isso também me levou ao erro”, disse.

Segundo o deputado, o caso agora deve ser investigado internamente pela corporação para esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades.

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