Pastor de Alagoas critica governo federal por reclassificação de desenhos bíblicos infantis
Orisvaldo Nunes contestou decisão do Ministério da Justiça que elevou a classificação indicativa de produções religiosas para 12 anos
O pastor-presidente da Assembleia de Deus em Alagoas, José Orisvaldo Nunes de Lima, criticou o governo federal após a reclassificação indicativa de desenhos bíblicos voltados ao público infantil. Ele abordou o assunto durante um sermão em um culto com temática da família, nesse domingo (1º), na Assembleia de Deus no Belenzinho, em São Paulo.
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Durante a pregação, Orisvaldo Nunes afirmou ter ficado triste ao tomar conhecimento da medida e demonstrou indignação com os critérios que teriam motivado a mudança na classificação das produções. Segundo ele, as autoridades estariam considerando que desenhos animados bíblicos podem ser ofensivos às crianças e incitar comportamentos como violência, uso de drogas e ódio.
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"Desenho animado bíblico para criança é ofensivo às crianças, incita à violência, incita, meus irmãos, pasmem, incita ao uso de drogas", declarou o pastor, ao relatar a notícia que havia recebido.
O líder religioso também afirmou que emissoras que exibem esse tipo de conteúdo infantil poderiam enfrentar mudanças na programação. Em seguida, classificou a situação como motivo de oração e pediu que os fiéis intercedessem pelas autoridades responsáveis pela decisão.


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"Isso é caso de oração. Onde foi que já se viu uma coisa dessa? Onde foi que já se ouviu uma coisa dessa? Essas autoridades estão precisando de oração para que o Espírito Santo afaste as potestades que estão influenciando as suas mentes", declarou.
O que motivou a reclassificação
A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi publicada no Diário Oficial da União e atingiu especificamente o programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido pela Record TV. A atração, que tinha classificação livre, passou a ser considerada não recomendada para menores de 12 anos.
Na Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026, o ministério apontou quatro descritores de conteúdo para justificar a mudança: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito. A emissora havia solicitado a manutenção da classificação livre.
Com a nova classificação, a recomendação para exibição em televisão aberta passa a ser a partir das 20h. A medida, entretanto, não representa uma proibição dos desenhos nem impede que crianças menores de 12 anos tenham acesso ao conteúdo. A classificação indicativa funciona como orientação aos pais e responsáveis sobre a adequação das produções às diferentes faixas etárias.
A reclassificação também não se estende automaticamente a todos os desenhos de temática bíblica, mas especificamente à produção mencionada na portaria.
