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MP pede que PF investigue ataque em que Arthur do Val relaciona Tatto ao PCC

O deputado então será investigado pelo crime de calúnia.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Eleitoral solicitou que a Polícia Federal investigue o deputado estadual Arthur do Val (Patriota) por ter insinuado que Jilmar Tatto (PT) tem relação com a facção criminosa PCC em debate na segunda-feira (26).

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O inquérito policial foi aberto pela Promotoria após notícia-crime apresentada pelo PT. O deputado então será investigado pelo crime de calúnia. Seu advogado, Rubens Nunes, diz que o parecer do Ministério Público é apenas ato "pro forma" e que a sentença será favorável a Arthur do Val.

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Durante debate promovido pela ConecTV, emissora de Osasco, Arthur do Val questionou Tatto sobre o tema.

"Eu quero fazer uma pergunta que nenhum outro candidato tem coragem de fazer. Estou cara a cara com o senhor e a pergunta é bem simples: qual que é a sua relação com o PCC?", disse o candidato do Patriota.

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Ao vincular o adversário ao grupo criminoso e ao dizer que a família de Tatto faz "sabe-se lá o quê" com dinheiro público, ele pode ter incorrido em crime contra a honra, avaliou Walfredo Cunha Campos, promotor eleitoral da 2ª Zona, que solicitou a abertura do inquérito.

Nas redes sociais, Arthur do Val compartilhou texto de 2014 da revista Veja que tratava de encontro do então deputado do PT, Luiz Moura, com perueiros. A Polícia Civil se dirigiu ao local da reunião por suspeitar que ali se encontrariam operadores do sistema de transportes da SPTrans e integrantes do PCC.

Moura foi suspenso e expulso do PT depois do episódio. A relação que Arthur do Val tenta estabelecer é que Moura teria sido aliado de Jilmar Tatto, segundo o mesmo texto da Veja, e por isso teria alguma proximidade com o PCC.

"Lave a sua boca antes de falar da minha família e falar de mim. Tenha respeito. Você como deputado não fez nada por São Paulo. Meça suas palavras. Não venha colocar suspeição na vida dos outros", respondeu o candidato petista no debate.

Após o evento, Arthur do Val foi ao encontro de Tatto, que se recusou a dar a mão a ele. O petista repreendeu a conduta do adversário e disse que teve que andar com colete à prova de balas durante o período que foi secretário de Transportes (2003-2004) na gestão Marta Suplicy (PT).

"Você sabe o que eu passei, cara? Para fazer essa porra funcionar no transporte? E aí vem você aqui, eu nunca te vi, entendeu? E fala um monte de merda para cima de mim, cara? Eu funciono desse jeito, com sinceridade, com paixão. É isso que eu tô te cobrando, sabe? Você tem que conhecer a minha história, cara", disse Tatto.

"Tem que ser outro nível, cara. É assim que a gente vai construir a democracia", completou.

"O Tatto propôs um processo eleitoral contra o Arthur em razão da pergunta sobre o PCC realizada no debate. O próprio juizo eleitoral negou a liminar, haja vista que há noticiais de sua ligação com parlamentares petistas que participaram de reuniões com o PCC, fato público e notório. O parecer do MPE pelo prosseguimento processual é ato pro forma. A sentença deve ratificar a liminar e julgar improcedente o pedido do petista. Acho curioso um assecla do Lula se socorrendo ao mesmo MP que colocou aquele bandido na cadeia", diz Rubens Nunes, advogado de Arthur do Val e candidato a vereador em São Paulo.

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