Manuela Gatto defende maior participação feminina na Justiça Eleitoral
Nova juíza do TRE-AL defende mais mulheres em cargos de decisão na Justiça
Em entrevista à TV Gazeta, a advogada e professora Manuela Gatto Santa Rita de Souza, nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), defendeu maior participação das mulheres nos espaços de decisão. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (21), em edição extra, após o término do primeiro mandato de Milton Gonçalves Ferreira Netto.
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“Não queremos apenas ser número, sermos apenas participativas de forma numérica. Precisamos efetivamente participar das grandes decisões”, afirmou Manuela, ao destacar a importância da representatividade feminina nas instituições públicas.
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A lista tríplice da qual saiu sua indicação foi formada exclusivamente por mulheres, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os nomes foram selecionados a partir de um edital destinado a advogadas e encaminhados ao presidente da República pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.
Com mais de 20 anos de atuação na advocacia e na docência, Manuela é conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) e vice-presidente da Comissão Nacional de Família. Especialista em Direito de Família e Sucessões, ela também atua como palestrante.


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Na entrevista, a nova integrante do TRE-AL afirmou que pretende levar para a magistratura a experiência acumulada nas duas atividades profissionais. Segundo ela, a advocacia ensinou a importância da escuta, do acesso à Justiça e da defesa de direitos, enquanto a docência reforçou seu compromisso com a formação ética e humana.
“A advocacia me ensinou sobre a escuta, sobre o acesso à Justiça, sobre a importância de lutar por cada direito. A docência me ensina muito sobre a formação ética, sobre a formação humana profissional, sobre o compromisso com o conhecimento e sobre Justiça”, declarou.
Manuela também ressaltou que a presença feminina contribui para ampliar a pluralidade nas decisões judiciais e fortalecer a democracia. Ao comentar a participação de duas mulheres no colegiado durante o recente processo eleitoral em Alagoas, defendeu que essa representatividade seja ampliada.
“Pretendo fazer com que a voz feminina, democrática e plural seja ouvida”, disse.
A nova juíza tem 30 dias para tomar posse. Ela considera a função um novo desafio profissional e uma oportunidade de incentivar outras mulheres a ocupar posições de decisão.
