Já passou do tempo de o FECOEP ter um plano em defesa dos desamparados
FGV concluiu que o Estado possui a maior desigualdade de renda do País, enquanto que o IBGE registrou 34% de jovens desempregados
Em sua primeira sessão ordinária deliberativa da história, pelo formato virtual, o Poder Legislativo de Alagoas reacendeu um tema que havia sido objeto de debate no ano que passou: o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza. À época, as discussões se desdobraram em várias abordagens dos veículos Gazeta, tamanha a polêmica em torno do crescimento da exclusão e dos problemas decorrentes da vulnerabilidade social.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Alagoas fechou 2019 contabilizando um quadro preocupante no campo social. A Fundação Getúlio Vargas concluiu que o Estado possui a maior desigualdade de renda do País, enquanto que o IBGE registrou 34% de jovens desempregados, de 18 a 24 anos. Sem falar nas estatísticas, que comprovam milhares de alagoanos em situação de pobreza extrema.
Leia também
Em 2015, logo no início de sua primeira gestão, Renan Filho aumentou impostos, ampliando também a alíquota do FECOEP. Daquele ano até o fechamento do exercício que passou, o Fundo havia arrecadado cerca de R$ 1 bilhão dos alagoanos, segundo consta no Portal da Transparência.
De posse de "fábrica" tão poderosa para gerar dinheiro, o governador bem que poderia ter dinamizado o FECOEP, com a implantação do Plano Estadual de Combate à Pobreza, que é uma exigência da própria lei que instituiu o Fundo. Preferiu então outro caminho, desviando sua finalidade e drenando seus recursos até para a construção civil.


Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso

Denúncia anônima ajuda PM a apreender armas em Maceió

Goleiro do CSA, Wellerson desabafa após falha em empate com Jacuipense - 2/6/26

CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26
Agora, sob pressão do Parlamento, há uma chance de o governador cair na real e aprumar o FECOEP, que é uma ferramenta valorosa para acolher os desamparados. A correção de rumo já passou do tempo. Agora, ganha contornos dramáticos, em razão da pandemia do novo coronavírus.
