Governo pretende criar delegacia que já existe, alertam delegados de Alagoas
Prevista na Lei Delegada do Estado, sancionada pelo governador Renan Filho em 2015, a delegacia das minorias nunca foi posta em prática
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Alagoas (Sindepol-AL) alertou, nesta segunda-feira (13), por meio de nota à imprensa, que o governo de Alagoas pretende criar uma delegacia que já existe.
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Trata-se da especializada para combater crimes contra populações vulneráveis, prevista na Lei Delegada do Estado, sancionada pelo governador Renan Filho em 2015.
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Todavia, na última terça-feira (7), o governador Renan Filho (MDB) anunciou, durante entrevista a uma rádio local de Maceió, que enviaria duas leis para a Assembleia Legislativa. "Essa que vai coibir o crime contra as pessoas que têm mais dificuldade de se defender e também outra delegacia que vai combater crimes relacionados ao colarinho branco e à corrupção em Alagoas", explicou.
A proposta de criação da delegacia foi sugerida ao governador pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargador Tutmés Airan, com o apoio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), Ministério Público do Estado (MPE-AL) e Defensoria Pública do Estado (DPE-AL). Representantes do órgãos elogiaram a criação da "nova" delegacia.


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De acordo com o Sindepol, a Delegacia Geral da Polícia Civil em Alagoas não foi chamada nem para participar das reuniões das entidades que sugeriram a criação da delegacia, nem pelo Executivo para debater o assunto, o que, segundo a entidade, se tivesse sido feito, evitaria tal situação.
A nota da entidade deixa claro que "embora a Lei Delegada não faça referência direta aos grupos vulneráveis, e afastadas as minúcias semânticas, é evidente que a Delegacia Especializada de Combate aos Crimes Contra as Minorias [prevista na Lei Delegada] também abarca os grupos vulneráveis".
Porém, mesmo prevista na Lei Delegada, a delegacia, na prática, nunca foi concretizada, tanto que, aparentemente, foi esquecida. Segundo o Sindepol, "o que se faz necessário é a realização de concurso público, cursos de aperfeiçoamento e investimento". Por fim, os delegados de polícia afirmam que "não aceitaremos nossa ausência nos fóruns de discussão de temas relevantes para a sociedade e para a Polícia Civil".
O OUTRO LADO
AGazetawebentrou em contato e enviou solicitação de resposta à assessoria de imprensa do Gabinete Civil de Alagoas às 14h38, mas até a publicação desta matéria o órgão não enviou respostas.
