Eduardo Bolsonaro "orientou" uso de recursos do Dark Horse nos EUA
Sigilo do caso Banco Master foi derrubado nessa quinta-feira (10/9) após determinação do ministro Edson Fachin, do STF

Segundo investigações da Polícia Federal (PF), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi responsável por orientar como seriam utilizados, nos Estados Unidos, os recursos que seriam destinados ao filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A conclusão é da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, ainda segundo o documento, chamou de “aporte ilícito” o dinheiro enviado pelo ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro à cinebiografia.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

As informações constam dos autos do Caso Master, cujo sigilo de Justiça foi retirado na noite dessa quinta-feira (10/9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.
Leia também
Em manifestação enviada ao Supremo, o procurador-geral Paulo Gonet destacou indícios de que o ex-parlamentar teria orientado a escolha da estrutura offshore Havengate Development Fund LP para receber aportes financeiros — incluindo repasses investigados como ilícitos – do empresário Daniel Vorcaro.
A PF citou troca de mensagens entre o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), o banqueiro Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda, que mostram como Eduardo orienta a gestão financeira e sugerido o uso do Havengate.


"Se Alexandre de Moraes for culpado, ele tem que pagar", diz Lula

De AL para Suíça: Cleiton Rasta faz público de Zurique "debochar legal" e viraliza nas redes

Candidatos ao governo avaliam participação no debate da TV Gazeta

Após debate na TV Gazeta, Renan Filho pede comparação de propostas e trajetórias
“No mês de março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Flavio B e Eduardo pretendiam marcar reunião com ele a respeito do filme. Na sequência, como já mencionado, foi encaminhada captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro, com orientações sobre a gestão dos recursos nos Estados Unidos”, afirma a decisão.
Em maio, o Intercept Brasil revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas quais é mencionado um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme. O valor discutido chegaria a cerca de R$ 134 milhões.
