Dark Horse: PF aponta movimentação atípica de R$ 19 milhões de produtora
Informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), divulgada nesta quinta-feira (10)

A PF (Polícia Federal) apontou mais de R$ 19 milhões em movimentações consideradas atípicas nas contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda, responsável pelo filme Dark Horse sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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As transações foram identificadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e enviadas à força policial. A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), divulgada nesta quinta-feira (10).
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As movimentações ocorreram em contas correntes da Go Up abrangendo o período de 10 de novembro de 2025 a 30 de dezembro de 2025, sendo sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito. A Polícia Federal indica que figura, entre os remetentes de recursos para a empresa, o deputado federal Mário Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00.
Operação Make Up


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A PF (Polícia Federal) cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do filme, e o deputado Mario Frias (PL-SP) são alvos.
A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), apura suposto desvio de emendas parlamentares repassadas a organização da sociedade civil.
Os mandados da operação Make Up, realizada em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados", que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.
De acordo com a corporação, levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. A operação investiga crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
O financiamento do filme "Dark Horse" é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.
Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme "Dark Horse". Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.
O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.
