Caso Banco Master: 57 entidades de Alagoas aderem a manifesto que cobra resposta do STF
Documento pede que suspeitas sejam examinadas pelo plenário da Corte e propõe limites para decisões monocráticas e julgamentos virtuais

Cinquenta e sete entidades do setor produtivo de Alagoas aderiram ao manifesto nacional que cobra do Supremo Tribunal Federal (STF) uma resposta às suspeitas e acusações surgidas no contexto do caso Banco Master. Clique aqui e leia o manifesto.
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O movimento, liderado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reúne cerca de 3 mil organizações de diferentes regiões do país. O documento defende transparência, imparcialidade e celeridade na atuação da Justiça.
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A mobilização ocorre após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O material revelou contatos frequentes com o ministro Alexandre de Moraes e pedidos relacionados às investigações envolvendo a instituição financeira. Os organizadores defendem uma apuração rigorosa e uma resposta institucional do Supremo.
As entidades sustentam que as suspeitas e acusações devem ser examinadas pelo plenário do STF em uma discussão livre, pública e presencial, com respeito ao devido processo legal.


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O manifesto também propõe um debate mais amplo sobre a reforma do Judiciário, incluindo a criação de um Código de Conduta, a ampliação das hipóteses de impedimento e suspeição, o estabelecimento de mandato para ministros do Supremo e a limitação dos julgamentos virtuais e das decisões monocráticas.
Para os signatários, defender o STF significa preservar a autoridade da Corte por meio da transparência, da imparcialidade e da confiança pública. O movimento busca afastar o debate da disputa político-partidária e concentrar a cobrança na atuação institucional do Supremo.
Em Alagoas, estão entre as entidades que aderiram ao documento a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), a Fecomércio, a Federalagoas e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Alagoas (FCDL).
Também subscreveram o manifesto associações comerciais, sindicatos patronais e organizações representativas da indústria, do comércio, dos serviços, do turismo, da construção civil, do mercado imobiliário e do setor agropecuário.
Confira as 57 entidades alagoanas que aderiram ao manifesto:
Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal); Fecomércio; Federalagoas; Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Alagoas (FCDL); Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (ABIH/AL); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL); Associação Comercial de Arapiraca; Associação Comercial de Delmiro Gouveia; Associação Comercial de Maceió (ACM); Associação Comercial de Marechal Deodoro; Associação Comercial de Porto Calvo; Associação Comercial de Rio Largo; Associação Comercial de Santana do Ipanema; Associação Comercial de São Miguel dos Campos; Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi/AL); Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Acadeal); Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA); Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Alagoas (Creci/AL); Maceió Convention & Visitors Bureau; Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon/AL); Sindicato da Indústria de Engarrafamento de Água Mineral do Estado de Alagoas (Sindágua); Sindicato da Indústria de Panificação, Confeitaria, Bolos, Bolachas, Biscoitos e Massas Alimentícias do Estado de Alagoas (Sindpan); Sindicato da Indústria de Produtos Cerâmicos do Estado de Alagoas (Sindicer); Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar); Sindicato das Indústrias Alimentares de Congelados, Supercongelados, Sorvetes, Sucos e Concentrados, Doces e Conservas do Estado de Alagoas (Sincongel); Sindicato das Indústrias de Beneficiamento de Mármore e Granito do Estado de Alagoas (Simagral); Sindicato das Indústrias de Cachaça, Cerveja, Bebidas Destiladas e Bebidas Fermentadas do Estado de Alagoas (Sindbebidas); Sindicato das Indústrias de Calçados e Bolsas do Estado de Alagoas (Sinduscal); Sindicato das Indústrias de Energia do Estado de Alagoas (Sindenergia); Sindicato das Indústrias de Extração Mineral do Estado de Alagoas (Sindmineral); Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Alagoas (Sileal); Sindicato das Indústrias de Marcenaria, Móveis e Esquadrias do Estado de Alagoas (Sindimóveis); Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast); Sindicato das Indústrias de Produtos de Cimento do Estado de Alagoas (Sinprocim/AL); Sindicato das Indústrias do Vestuário, da Confecção de Roupas Íntimas e da Fabricação de Bijuterias e de Joalheria do Estado de Alagoas (Sindvest); Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Alagoas (Singal); Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado de Alagoas (Sindmec); Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Sincadeal); Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca (Sindilojas Arapiraca); Sindicato do Comércio Varejista de Palmeira dos Índios (Sindilojas Palmeira dos Índios); Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma/AL); Sindicato do Comércio Varejista de União dos Palmares (Sindilojas União dos Palmares); Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Alagoas (Sindhal); Sindicato dos Produtores Rurais de Coruripe; Sindicato dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial no Estado de Alagoas (Sirecom/AL); Sindicato Rural de Arapiraca; Sindicato Rural de Atalaia; Sindicato Rural de Junqueiro; Sindicato Rural de Mar Vermelho; Sindicato Rural de Palmeira dos Índios; Sindicato Rural de Penedo; Sindicato Rural de Santana do Ipanema; Sindicato Rural de São Luiz do Quitunde; Sindicato Rural de São Miguel dos Campos; Sindicato Rural de Viçosa; e Sociedade Aliança Comercial de Maceió.
CNI também se manifesta
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta quarta-feira (9), um posicionamento próprio sobre a crise institucional. Intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, o documento é assinado pelo presidente da entidade, Ricardo Alban.
A CNI manifesta preocupação com os acontecimentos recentes e defende “bom senso e responsabilidade na condução do Brasil”. A entidade ressalta que a confiança da população nos poderes públicos é um dos alicerces da democracia e sustenta que as discussões devem ser livres, públicas e transparentes, com ampla oportunidade para esclarecimentos e direito à defesa.
O posicionamento também alerta para os efeitos que crises políticas, eleitorais e institucionais podem provocar sobre o desenvolvimento econômico. Segundo a confederação, o país precisa preservar as condições para ampliar a competitividade e a produtividade, atrair investimentos e criar mais empregos.
Ao final, a CNI convoca os poderes constituídos, empresários e trabalhadores à construção de consensos em torno de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes, sem influência político-partidária.
