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Caixa Econômica renegociará dívidas de caminhoneiros

Bolsonaro anunciou medida em live no Facebook com presidente da Caixa

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, anunciaram a possibilidade dos caminhoneiros renegociarem suas dívidas com o banco. Dívidas de cartão de crédito e outras despesas, como financiamento imobiliário, vão poder ser renegociadas. As negociações começam na próxima segunda-feira (15).

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"A caixa já tem uma renegociação com 3 milhões de pessoas, de até 90% de desconto. Seiscentas mil pessoas evitaram de perder suas casas. [?] Temos um volume significativo de caminhoneiros que também podem evitar de perder suas casas a partir de negociação que já tínhamos e ampliamos para os caminhoneiros", disse Guimarães. O anúncio foi feito durante live do presidente Bolsonaro, transmitida em sua conta no Facebook.

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Ele acrescentou que a renegociação é para crédito na CEF. Para casos de crédito no Banco do Brasil ou Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa precisaria negociar com os bancos. Bolsonaro acrescentou que estão ocorrendo conversas com esses dois bancos para repetir as negociações também nessas instituições.

O presidente da Caixa também disse que o governo fará um anúncio "revolucionário" a respeito de crédito imobiliário na terça-feira (20). Segundo ele, a novidade valerá para novos contratos. "A gente não pode mexer nos contratos antigos, mas vai gerar bastante demanda, bastante emprego. Será algo revolucionário".

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Críticas à Alemanha e Noruega

Bolsonaro também criticou a Noruega, que decidiu congelar seus repasses para o Fundo Amazônia. Dias antes, a Alemanha havia anunciado a suspensão de repasses de verba para o fundo. "A [chanceler alemã] Ângela Merkel, disse que não vai mais mandar 80 milhões de Euros para preservar a Amazônia. Pega essa grana e refloreste a Alemanha. A Noruega também não vai mandar uma importância equivalente. Manda para a Ângela Merkel", disse ele.

Em seguida, Bolsonaro disse que a Noruega "não tem moral para dar exemplo para nós" e afirmou que o país promove "matança de baleia". O presidente ainda acusou os dois países de estarem interessados nas riquezas do solo brasileiro. "Esse pessoal que fica fazendo campanha contra o Brasil não tem exemplo para dar. Eles estão preocupados com as riquezas, não estão preocupados com as árvores da Amazônia".

Jogos Pan Americanos

O presidente voltou a elogiar a atuação dos atletas brasileiros nos jogos Pan Americanos de Lima, realizados nos meses de julho e agosto. Nos 19 dias de jogos, o Time Brasil conquistou 171 medalhas e garantiu o país no 2º lugar do quadro geral de medalhas, com 55 de ouro, 45 de prata e 71 de bronze. É a segunda vez que o Brasil alcança o segundo lugar no quadro geral. A primeira vez havia sido nos jogos de 1963, em São Paulo.

"Conseguimos um segundo lugar nos jogos. Há muitas décadas a gente não conseguia isso. E grande parte dos atletas veio do programa Força no Esporte, administrado pelas Forças Armadas. Esse trabalho não é de agora, veio de governos anteriores mas, com certeza, será melhorado", disse o presidente.

Bolsonaro ainda disse que estuda a possibilidade de enviar um projeto de lei que permita que os atletas medalhistas em competições do porte de Olimpíada e Jogos Pan Americanos possam incorporar, em caráter de estabilidade, aos quadros militares. Ele, no entanto, ainda ouvirá o ministro da Defesa, General Fernando Azevedo e Silva, e os comandantes das Forças Armadas para saber se a medida é possível.

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