Alagoas já ficou sem vice-governador? Veja o que aconteceu em outros momentos
Renúncia de Ronaldo Lessa deixa cargo vago e relembra episódio de dupla vacância ocorrido no Estado em 1978

A renúncia de Ronaldo Lessa ao cargo de vice-governador levanta uma dúvida sobre a sucessão estadual, mas não representa o primeiro episódio de vacância registrado na história política de Alagoas. Um dos casos mais marcantes aconteceu na década de 1970 e envolveu a saída do governador e a ausência de um vice.
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Em 1976, o então vice-governador Antônio Gomes de Barros morreu durante o exercício do mandato. Dois anos depois, o governador Divaldo Suruagy renunciou para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, criando uma situação de dupla vacância.
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Diante da ausência simultânea de governador e vice, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Ernande Lopes Dorvillé, assumiu temporariamente o Executivo em 14 de agosto de 1978. Trinta dias depois, a Assembleia Legislativa realizou uma eleição indireta e escolheu Geraldo Melo como governador e Antônio Guedes do Amaral como vice. A dupla permaneceu no governo por aproximadamente sete meses.
O cenário atual é diferente. Paulo Dantas permanece como governador, e somente o cargo de vice ficou vago após a saída de Ronaldo Lessa. Por isso, não existe dupla vacância nem necessidade imediata de uma eleição indireta.


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Pela Constituição Estadual, se o governador ficar impedido de exercer o cargo sem um vice disponível, o presidente da Assembleia Legislativa será chamado. Atualmente, a função é ocupada por Marcelo Victor. Na sequência aparece o presidente do Tribunal de Justiça.
O próprio Ronaldo Lessa já esteve envolvido em outra sucessão estadual, mas na posição de governador. Em 2006, ele renunciou ao comando de Alagoas para disputar o Senado, e o então vice-governador Luís Abílio assumiu e concluiu o mandato.
