Veja como agia suspeita de aplicar golpes de R$ 600 mil em clientes de empresa de energia solar em AL
Operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Maceió e um em Palmeira dos Índios

Uma vendedora de uma empresa do ramo de energia solar é investigada por suspeita de usar a confiança dos clientes para aplicar golpes financeiros que podem ultrapassar R$ 600 mil em Alagoas. Segundo a Polícia Civil, ela teria realizado financiamentos bancários em nome de consumidores sem autorização, utilizado documentos e assinaturas falsos e direcionado valores para contas próprias e de terceiros.
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A forma de atuação da suspeita começou a ser esclarecida durante a operação Funcionário do Mês 4, que cumpriu, nesta quinta-feira (15), três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Maceió e um em Palmeira dos Índios, no interior do Estado. De acordo com os investigadores, o prejuízo inicialmente comprovado é de R$ 150 mil, mas a empresa estima que o valor total possa chegar a R$ 600 mil.
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Conforme o delegado Wesley Gotardo, a investigada teria se aproveitado da relação de confiança construída com os clientes e com os empregadores para realizar as operações financeiras sem o conhecimento das vítimas. A investigação também identificou indícios de participação de, pelo menos, outras duas pessoas, além da funcionária, e três suspeitos foram indiciados por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, a vendedora mantinha contato direto com os clientes por meio de ligações e mensagens de WhatsApp. A estratégia, conforme os investigadores, dificultava que os consumidores procurassem diretamente a empresa para confirmar informações sobre contratos e pagamentos.


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Outro detalhe que teria contribuído para a demora na descoberta dos golpes era o período de carência dos financiamentos, geralmente de três a quatro meses. Dessa forma, as vítimas só percebiam que havia operações realizadas em seus nomes algum tempo depois da contratação.
A suspeita era considerada uma funcionária exemplar e atingia as metas estabelecidas pela empresa. O esquema começou a ser descoberto quando clientes passaram a identificar irregularidades e procuraram a polícia para registrar boletins de ocorrência.
Ainda conforme os delegados responsáveis pelo caso, documentos apresentados pela mulher no momento da contratação pela empresa também apresentariam indícios de falsificação. A investigação busca esclarecer como esses documentos foram utilizados e se outras pessoas participaram das fraudes.
FORÇA-TAREFA
Durante a operação, os policiais apreenderam três aparelhos celulares, duas máquinas de cartão, uma agenda, um simulacro de arma de fogo, um carro e uma motocicleta. Os telefones serão submetidos à perícia, com extração de dados que poderão ajudar a identificar novas vítimas e esclarecer a participação de cada investigado.
Também foram realizados bloqueios judiciais de valores que poderão ser destinados ao ressarcimento das vítimas e da empresa, conforme os procedimentos legais.
A mulher não foi presa durante a operação e foi intimada para prestar depoimento. Segundo a Polícia Civil, não havia, até a divulgação das informações, pedido de prisão relacionado ao caso. Os investigadores aguardam a análise dos materiais apreendidos para avaliar a necessidade de novas diligências.
Após a divulgação da operação, outras pessoas começaram a procurar a polícia relatando possíveis golpes semelhantes. Ainda não há confirmação de que essas ocorrências estejam relacionadas à investigação sobre a empresa de energia solar.
A Polícia Civil continua apurando o caso para dimensionar o prejuízo, esclarecer a participação dos envolvidos e verificar se há outras vítimas. Pessoas que suspeitem de financiamentos ou contratos realizados sem autorização podem procurar a polícia para formalizar a denúncia.
