Suspeito de espancar e estuprar jovem que ficou com sequelas neurológicas é preso em AL
'Vitinho' era considerado foragido desde que teve a prisão preventiva decretada

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (10), na zona rural do Agreste do Estado, o mandado de prisão preventiva contra Victor Bruno da Silva, de 18 anos, conhecido como "Vitinho". Ele é investigado por espancar e estuprar Maria Daniela Ferreira, de 19 anos, em Coité do Noia.
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Segundo informações iniciais colhidas pela Gazetaweb, Victor Bruno estava com prisão preventiva decretada pela Justiça e era considerado foragido.
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Com a captura, Vitinho foi encaminhado para a sede da Delegacia Geral, em Jacarecica, Maceió, onde será ouvido e ficará à disposição da Justiça.
ENTENDA O FATO


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O crime ocorreu em 6 de dezembro de 2024, mas ganhou grande repercussão neste ano, após o pai da vítima denunciar que a filha ficou com graves sequelas neurológicas e cobrar justiça pelo caso.
Segundo as investigações, o fato aconteceu após uma confraternização escolar realizada em uma chácara da família do suspeito, no Povoado Poção, zona rural de Coité.
De acordo com a Polícia Civil (PC), Maria Daniela foi vítima de violência sexual, agressões físicas e asfixia. Ela sofreu um traumatismo craniano grave, permaneceu em coma por cinco dias e, desde então, enfrenta sequelas que comprometem sua autonomia, necessitando de acompanhamento médico especializado e reabilitação.
Na época da investigação, o delegado Diogo Martins, chefe de Operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, informou que o exame toxicológico realizado na vítima identificou cinco substâncias químicas no organismo: Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina. Conforme a polícia, a Prometazina é um sedativo que pode ser utilizado para facilitar a prática de crimes sexuais.
O laudo médico também apontou que a jovem sofreu privação de oxigênio por um período suficiente para provocar um comprometimento cerebral significativo, o que resultou em sequelas neurológicas permanentes.
Durante as investigações, Victor Bruno negou participação no crime. Em um vídeo divulgado anteriormente, o pai do investigado afirmou que a jovem teria passado mal enquanto estava com o filho e sustentou que ele teria prestado socorro à vítima. Também declarou que o rapaz não consumia bebidas alcoólicas e que, caso Daniela tenha ingerido álcool, isso não teria ocorrido na companhia dele.
