Sumiço de líder comunitário é tratado como sequestro pela PC
Sinezio Ferreira teria sido levado por homens vestidos de policiais e que estavam em um carro descaracterizado
O desaparecimento do líder comunitário e prestador de serviço da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), Sinezio Ferreira da Silva Júnior, está sendo tratado pela Polícia Civil (PC) como um caso de sequestro.
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A informação foi repassada pelo delegado Robervaldo Davino, do 6º Distrito Policial, que chegou a essa conclusão após colher depoimentos e comparar o ocorrido com outro fato que culminou no sumiço de uma pessoa há cerca de 60 dias. Nos dois casos, os responsáveis pelo crime estariam usando fardamentos policiais.
Sinezio está desaparecido desde a quarta-feira (15), quando saiu do bairro Ipioca, em Maceió, em direção ao Benedito Bentes, para fazer a troca de um chip de celular. Desde então, ele vem sendo procurado.
De acordo com Davino, durante as investigações e as oitivas já realizadas, ficou constatado que Sinezio foi colocado em um veículo por pessoas vestidas de policiais e que usavam capuz na cabeça, para não serem reconhecidas.


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"Não sabemos se esse fardamento é da Polícia Civil ou da Polícia Militar. Conforme os relatos, o carro estava descaracterizado e a placa não foi anotada pelas testemunhas. É uma situação semelhante a um sequestro ocorrido há sessenta dias, na região de Ipioca, e que, até agora, o corpo não foi localizado", afirmou o delegado.
Ainda segundo ele, a pessoa que teria chamado Sinezio para fazer a troca do chip de celular é suspeita de envolvimento no crime, mas a situação continua sendo investigada. Agora, por se tratar de um possível sequestro, o caso ficará a cargo da Seção Antissequestro da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC).

