Servidores públicos são afastados em operação da PF que investiga corrupção em obras de Murici
Investigação aponta suspeita de cobrança de propina por agentes públicos para favorecer empresas em licitações

28/07/2026 às 8:46 • Atualizada em 28/07/2026 às 9:25 - há XX semanas
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Servidores públicos do município de Murici são alvo da Operação Delivery, deflagrada nesta terça-feira (28), pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL). A investigação apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos federais envolvendo obras de construção e reforma de escolas e quadras esportivas no município. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Murici e Maceió.
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Por determinação da Justiça, servidores investigados foram afastados de suas funções e, também, foi autorizado o sequestro de bens e valores que somam R$ 1.301.762,59.
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Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem por corrupção ativa. Ele foi abordado transportando R$ 270 mil em espécie, fato que deu origem às diligências que revelaram indícios de um esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

As apurações indicam que servidores municipais teriam solicitado propina e recebido percentuais sobre contratos de obras públicas em troca do fornecimento de informações privilegiadas e do favorecimento de empresas em processos licitatórios e contratos administrativos.


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Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu R$ 123 mil em dinheiro, além de US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando R$ 178.048,31 em valores apreendidos.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e associação criminosa.
