Sequestro de bebê: mãe muda depoimento e polícia trata o dia de hoje como 'decisivo'
Equipes intensificam buscas nesta segunda, para chegar ao paradeiro da vítima e dos criminosos

O caso do desaparecimento da bebê Ana Beatriz ganhou uma reviravolta após a mãe da criança mudar a versão apresentada anteriormente à Polícia Civil (PC). A informação foi confirmada pelo delegado Igor Diego, que está à frente das investigações, na manhã desta segunda-feira (14).
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Ana Beatriz está desaparecida desde a última sexta-feira (11) e foi levada com apenas 15 dias de vida. Segundo a versão inicial, a mãe teria sido abordada por um carro com três pessoas enquanto estava em um ponto de ônibus, na cidade de Novo Lino, quando iria levar o filho mais velho à escola. Desde então, equipes da polícia têm realizado diligências ininterruptas para localizar a criança.
Em entrevista ao programa Encontro com Patrícia Poeta, o delegado afirmou que, após checagem detalhada de todas as informações fornecidas pela família, a mãe da bebê alterou completamente o seu depoimento.
“Foi uma situação inusitada. A mãe mudou a versão apresentada inicialmente. Infelizmente, essa nova versão não pode ser divulgada agora, porque isso atrapalharia muito o andamento das investigações”, afirmou Igor Diego.


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“Estamos num momento crucial, o mais importante das investigações. Esperamos que, até o fim do dia, possamos esclarecer tudo e apresentar ao Brasil o que realmente aconteceu", completou.
O delegado João Marcello, que também participa da força-tarefa, destacou que diversas diligências estão em andamento e que este é um dia decisivo para reunir elementos de prova fundamentais.
“Hoje é um dia policial muito importante. Temos várias diligências programadas e estamos confiantes de que, até o final do dia, conseguiremos esclarecer os fatos, tanto em relação à mãe quanto à criança desaparecida”, explicou.
Durante a entrevista, os delegados foram questionados sobre a possibilidade de envolvimento do caso com tráfico humano. Eles afirmaram que todas as linhas de investigação estão sendo analisadas com cautela e que o sigilo das informações é essencial neste momento.
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A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) chegou a abordar um suspeito com um carro semelhante ao descrito pela mãe da vítima. O homem foi levado para Alagoas e ouvido, mas não havia indícios suficientes para mantê-lo detido, embora o veículo tenha sido apreendido para análise.
“Ele foi levado para Alagoas, foi ouvido e, até então, não havia indícios que apontassem para o envolvimento dele”, concluiu o delegado João Marcello.



