Saques de R$ 5,084 milhões no período eleitoral causam “estranheza”, diz SSP
Coaf identificou quatro retiradas em espécie realizadas em dez dias; origem e destino dos recursos são investigados
A movimentação de R$ 5,084 milhões em espécie por uma empresa, no intervalo de dez dias e durante o período eleitoral, causa “dúvida e estranheza”, segundo o secretário executivo da Segurança Pública de Alagoas, coronel Patrik. A declaração foi feita nesta segunda-feira (21), durante a apresentação dos R$ 2 milhões apreendidos pelas forças de segurança.
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Segundo Patrik, foram realizados quatro saques: um de R$ 1 milhão, outro de R$ 84 mil e dois de R$ 2 milhões. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) alertou as autoridades sobre a movimentação, levando a Segurança Pública de Sergipe a solicitar o apoio das forças alagoanas.
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“Infelizmente, estamos em um período eleitoral e saques vultosos como os realizados em menos de dez dias, R$ 5 milhões em espécie, causam, sim, uma dúvida e uma estranheza”, declarou o secretário.
Patrik explicou que retiradas superiores a R$ 1 milhão provocam o acionamento dos órgãos de controle. O saque em espécie não foi apontado por ele como prova de crime, mas a quantidade, a sequência das operações e o momento em que ocorreram motivaram a investigação.


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As polícias civis de Alagoas e Sergipe apuram a origem e o destino dos recursos. Telefones celulares, documentos e os R$ 2 milhões encontrados com Maurício e Leopoldo também serão analisados no decorrer do inquérito.
