Saiba como agiam advogados suspeitos de usar documentos falsos para fraudar processos em AL
Operação Lides Predatórias investiga advogados por ajuizamento em massa de ações supostamente fraudulentas
Um grupo investigado pela Polícia Civil de Alagoas é suspeito de utilizar documentos falsificados, dados de terceiros e comprovantes de residência irregulares para criar situações jurídicas inexistentes e induzir a Justiça a erro. A investigação resultou na Operação Lides Predatórias, deflagrada nesta quarta-feira (19) pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco/Deccor).
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Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços pessoais de advogados e escritórios de advocacia de Arapiraca, Maceió e União dos Palmares. A prática é investigada como litigância predatória, com o ajuizamento em massa de ações supostamente fraudulentas.
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De acordo com a delegada Maria Eduarda, a investigação aponta que documentos falsificados de pessoas residentes em outros estados teriam sido utilizados nas ações. Também teriam sido empregados dados de moradores de Alagoas e comprovantes de residência referentes a imóveis inexistentes ou pertencentes a outras pessoas.
“Eles usavam documentos falsificados, de pessoas que moravam em outros estados, além de dados de pessoas residentes em Alagoas e comprovantes de residência de imóveis ou inexistentes ou de outras pessoas que moravam no estado. Tudo isso para induzir o Tribunal de Justiça a erros”, afirmou ela.


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Os profissionais são investigados por suspeitas de falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, fraude processual e associação criminosa.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares, notebooks, mídias digitais, documentos físicos e outros materiais que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos. Todo o conteúdo será submetido à análise dos investigadores.
Com os materiais recolhidos, a Polícia Civil dará continuidade à investigação para verificar se os advogados, que possuem inscrição regular na OAB Alagoas, obtinham algum benefício financeiro com as ações. Entre as possibilidades investigadas está o eventual recebimento de percentual sobre os valores das causas consideradas fraudulentas.
Até o momento, os investigados são suspeitos de falsidade documental, associação criminosa e fraude processual.
