"Quero saber de onde partiu a bala que matou meu marido", diz esposa de idoso
Alonso Lopes de Souza saiu de casa para resolver problemas no INSS; ele desceria no "próximo ponto"
Um ponto de ônibus antes de descer e retornar para casa, o aposentado Alonso Lopes de Souza, de 66 anos, teve a vida interrompida durante um assalto a um coletivo na manhã desta segunda-feira (29), em Maceió. Ele deixou mulher e dois filhos, sendo uma menina de oito anos e um adolescente de 12. Em meio à dor que toma conta, a viúva do aposentado, Geli de Oliveira, realiza os procedimentos legais para o sepultamento, ao tempo em que exige saber de onde partiu a bala que matou o seu companheiro.
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De acordo com Geli Oliveira, Alonso Lopes saiu de casa logo cedo em direção a uma unidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para resolver questões legais ligadas à aposentadoria, depois de anos de trabalho em indústria de transformação de coco na capital. Visivelmente abalada, ela disse que não quer aparecer na televisão, como também não deseja que ninguém lucre de alguma maneira com a dor do luto que carrega a partir desta segunda.
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"Meu marido era um pai de família, dono de casa. Ele saiu para resolver um problema no INSS e, agora, está morto. Eu disse para ele não ir hoje e deixar para amanhã. Mas, não teve jeito, infelizmente. Ele já estava retornado para casa quando isso aconteceu. Ele iria descer no próximo ponto de ônibus. Quero saber onde está a segurança do nosso estado? De onde partiu a bala que o matou? Não quero outra coisa. Não quero que os bandidos morram ou outra coisa. Tudo isso eu já entreguei nas mãos de Deus. Sei que dessa Justiça ninguém escapa", expressou Geli Oliveira.
Enquanto assinava documentos na sede do Instituto Médico Legal (IML), a companheira da vítima fez algumas ponderações sobre a real necessidade da reação do sargento da Polícia Militar no assalto ao coletivo. Ela também busca informações se, de fato, seu marido chegou com vida ao Hospital Geral do Estado (HGE) ou morreu no local do crime. Na próxima quarta-feira (31), ela foi intimada a prestar esclarecimentos na Delegacia de Homicídios.


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"Quem deve dar esclarecimentos são as pessoas que estavam no local do crime ou no ônibus, como cobrador e motorista. O que eu vou falar à polícia? Eu nem estava no ônibus. Acredito que esse policial não estava preparado para reagir naquela situação. Meu marido saiu com vida e voltou morto. Espero que, após toda essa confusão, não queiram de alguma maneira apontá-lo como suspeito desse bando criminoso. Passado tudo isso, quero saber como vou dar aos filho a informação deste crime", pontuou Geli Oliveira.
Segundo testemunhas, a troca de tiros teve início depois que dois homens anunciaram o assalto e o policial, à paisana, decidiu reagir. Duas pessoas ainda não identificadas foram detidas para prestar esclarecimentos. Uma delas informou ser tia do suspeito Cláudio José da Silva Júnior, de 24 anos, morto na ação.
