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Quase 20 anos após matar Marcos Karatê, policial civil é demitido pelo Governo de Alagoas

Miguel Rocha Neto foi condenado pelo assassinato do professor de artes marciais em 2009 e perdeu o cargo após decisão judicial definitiva


				Quase 20 anos após matar Marcos Karatê, policial civil é demitido pelo Governo de Alagoas
Miguel Rocha Neto foi condenado pelo assassinato de Marcos Karatê. Reprodução

O Governo de Alagoas oficializou a demissão do policial civil Miguel Rocha Neto, condenado pelo assassinato do comerciante e professor de artes marciais Marcos Antônio Dias Alves Filho, conhecido como Marcos Karatê. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (18), quase 20 anos após o crime que chocou Alagoas.

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A perda do cargo ocorre após o trânsito em julgado de uma condenação por extorsão e organização criminosa, que determinou como efeito da sentença a exclusão do agente dos quadros da Polícia Civil.

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Miguel Rocha Neto ficou conhecido nacionalmente após ser apontado como autor da morte de Marcos Karatê, ocorrida em 2007, no bairro da Jatiúca, em Maceió. O policial foi condenado em 2009 a 14 anos de prisão pelo homicídio do comerciante e professor de artes marciais.

De acordo com as investigações, Marcos Karatê foi assassinado em frente à sua lan house, localizada na Avenida Luiz Ramalho de Castro. Imagens do circuito interno de segurança ajudaram a identificar o autor dos disparos.

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As gravações mostraram que, mesmo após ser atingida pelos primeiros tiros, a vítima ainda tentou correr em busca de ajuda. Ao cair, porém, foi novamente alvejada.

Cinco dias depois do crime, Miguel Rocha Neto se apresentou à polícia e confessou a autoria do assassinato. Além da condenação pela morte de Marcos Karatê, ele também recebeu pena por lesionar um sobrinho da vítima, atingido de raspão durante a ação.

Apesar da condenação pelo homicídio, Miguel continuou travando batalhas judiciais relacionadas à sua situação funcional. Em uma decisão anterior, a Justiça chegou a anular uma punição administrativa que resultava em sua exclusão da corporação, permitindo sua reintegração.

Nos anos seguintes, o policial voltou a ser alvo de investigações e processos. Em 2018, foi condenado pela 17ª Vara Criminal da Capital a 26 anos e três meses de prisão pelos crimes de extorsão e organização criminosa.

Segundo denúncia do Ministério Público de Alagoas, Miguel e outros envolvidos integravam um grupo responsável por extorquir vítimas por meio de ameaças e intimidações armadas para cobrança de dívidas ligadas à agiotagem. A organização atuava tanto na capital quanto no interior do estado.

Foi justamente essa condenação, já transitada em julgado, que levou a Procuradoria-Geral do Estado a defender o cumprimento da perda do cargo público.

A defesa do policial tentou impedir a medida alegando que a condenação ainda estaria sob discussão judicial e que a exclusão representaria antecipação de pena. A Procuradoria, porém, rejeitou os argumentos e destacou que a decisão já não comporta recursos.

Com a publicação do ato no Diário Oficial, Miguel Rocha Neto deixa oficialmente os quadros da Polícia Civil de Alagoas. O Estado agora dará continuidade aos procedimentos administrativos de baixa cadastral e comunicação à Justiça sobre o cumprimento da decisão.

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