Protesto pede justiça pela morte de gata espancada em academia na Ponta Verde
Ex-funcionários foram indiciados pelas agressões contra o animal

Um protesto por justiça pela morte da gata Camila Regina foi realizado nesta segunda-feira (26), em frente à academia Bluefit, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. A manifestação reuniu pessoas que cobram a responsabilização dos dois ex-funcionários da unidade indiciados pela Polícia Civil por suspeita de maus-tratos contra o animal.
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Com cartazes e pedidos de justiça, os manifestantes destacaram a importância da proteção animal e cobraram que o caso não fique impune. Uma nova manifestação está prevista para quinta-feira (29), às 18h, no mesmo local.
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O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra as agressões contra Camila Regina. A gata havia desaparecido em 29 de agosto e era alimentada diariamente por uma protetora que vivia nas proximidades da academia.
De acordo com a investigação policial, dois ex-funcionários foram indiciados por maus-tratos. Um deles confessou o crime, enquanto o outro permaneceu em silêncio durante o interrogatório. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público de Alagoas (MPAL).


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O advogado Ronald Pinheiro, que atua no caso, afirmou que houve uma reunião nesta segunda-feira para tratar do andamento da situação. Ele destacou o vínculo da comunidade com a gata e cobrou que o caso tenha consequências.
Segundo o advogado, os moradores perceberam o desaparecimento de Camila Regina desde o primeiro dia e buscaram informações sobre o que havia acontecido.

O deputado estadual Delegado Leonam também participou da mobilização e criticou a conduta dos envolvidos. Ele classificou o episódio como um plano articulado e destacou, além das agressões, a ocultação do corpo do animal e o silêncio dos suspeitos. "Foi tudo um plano maligno. Ela [gerente à época] ficou calada. Ocultou o corpo do animal para não ter provas", disse.
OAB acompanha o caso
Adriana Alves, representante da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), afirmou que a entidade acompanha o caso e atua para que os responsáveis sejam responsabilizados nas esferas civil e criminal.
Ela também manifestou preocupação com a possibilidade de casos de violência contra animais não resultarem em punição após chegarem ao Judiciário. "Não pode ficar impune. Precisamos cobrar que esses casos sejam elucidados", disse.
O que diz a academia
Veja a nota na íntegra:
A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.
A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.
Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.
