Polícia prende suspeito de matar professor da UFAL e recupera veículo roubado

José Acioly da Silva Filho, de 59 anos, foi encontrado morto na noite dessa quinta-feira (16); a causa do óbito foi asfixia por meio mecânico

O suspeito de matar o professor da UFAL e ex-diretor do Museu Théo Brandão, José Acioly da Silva Filho, de 59 anos, foi preso nesta sexta-feira (17). O veículo da vítima roubado no dia do crime foi recuperado. A informação foi divulgada nas redes sociais da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL).

José Acioly foi encontrado por amigos, na noite dessa quinta-feira (16), já sem sinais vitais. O óbito foi confirmados às 19h28, por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que chegou a ser acionada para prestar os primeiros socorros à vítima.

À Gazetaweb, amigos do professor relataram que tentaram contato telefônico com ele por diversas vezes, mas não tiveram resposta. Em seguida, receberam uma mensagem pelo WhatsApp, dizendo que ele tinha ido a Arapiraca socorrer um amigo e que seu telefone iria ficar sem conexão. A publicação ainda dizia que José avisaria quando retornasse.

O texto estava repleto de erros de português, o que levantou a suspeita. Por causa disso, familiares da vítima foram até a casa onde ele morava e, pela janela, viram o corpo caído no quarto. Arrombaram a porta e constataram que ele havia sido morto.

Já nesta sexta (17), a PC/AL havia divulgado que a primeira tese é caso seja um crime de latrocínio, uma vez que eletrodomésticos da vítima, bem como um veículo, foram levados pelo suspeito.

Os trabalhos de investigação foram conduzidos pelo delegado Ronilson Medeiros, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP). Ele concederá uma coletiva de imprensa, na próxima segunda (20), para informar mais detalhes sobre o caso.

CAUSA DA MORTE

O exame de necropsia divulgado no início da noite desta sexta-feira (17), pelo Instituto de Medicina Legal (IML), aponta que o José Acioly foi espancado e estrangulado antes de morrer. A causa do óbito foi asfixia por meio mecânico.

O IML ainda informou que o professor apresentava hematomas com equimoses, que foram provocados por ação contusa, comprovando que ele foi espancado antes de ser morto, além de "lesões em partes do corpo, como a cabeça, que foram provocados por um instrumento cortante."

O resultado será encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, que está responsável pela investigação. Após a conclusão do exame, o corpo foi liberado para o sepultamento, que aconteceu na tarde desta sexta (17), no Cemitério da Piedade, em Maceió.