Corpo de professor da UFAL encontrado morto é sepultado no Cemitério da Piedade

Momento foi acompanhado por familiares, amigos, alunos e ex-alunos; cadáver estava na casa onde ele morava

O professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e ex-diretor do Museu Théo Brandão, José Acioly Filho, de 59 anos, foi sepultado, na tarde desta sexta-feira (17), no Cemitério da Piedade, localizado no bairro Prado, na parte baixa de Maceió.

O sepultamento foi acompanhado por familiares, a ex-reitora da UFAL, Valéria Correia, o diretor da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (Eta/UFAL), Davi Farias, além de amigos, alunos e ex-alunos.

No início da noite desta sexta (17), o Instituto Médico Legal (IML) divulgou que a causa da morte do professor foi asfixia por meio mecânico. Ele foi espancado e estrangulado antes de morrer, segundo o exame de necropsia.

Professor Acioly, como era conhecido, dirigiu o Museu Théo Brandão até 2018. Ele também lecionava na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pelo Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Arte (ICHCA), e tinha especialização na área de teatro de animação.

Corpo de professor da UFAL encontrado morto é sepultado no Cemitério da Piedade - Foto: Ailton Cruz

O CRIME

O corpo de José Acioly foi encontrado em sua residência, no bairro Jaraguá. Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acionado para a ocorrência, as primeiras informações davam conta que ele apresentava um grande sangramento e dois orifícios de entrada na região atrás da orelha esquerda.

Amigos de Acioly contaram à Gazetaweb que tentaram contato telefônico com o professor por diversas vezes, mas não tiveram resposta. Depois, eles receberam uma mensagem sua pelo WhatsApp, dizendo que ele tinha ido a Arapiraca socorrer um amigo e que seu telefone iria ficar sem conexão, mas ele avisaria quando retornasse. O texto estava repleto de erros de português, o que levantou a suspeitas. Por causa disso, familiares de Acioly foram até sua casa e, pela janela, viram o corpo caído no quarto.

Uma das linhas de investigação para o caso é latrocínio, já que a vítima teve equipamentos domésticos e um veículo roubados.