Polícia investiga ao menos três adoções ilegais em maternidades de Maceió
Casos ocorreram no intervalo de 10 dias; Conselho Tutelar é acionado
Pelo menos três casos de adoção ilegal em maternidades de Maceió foram registrados em 10 dias. O Conselho Tutelar e a Justiça estão de olho neste crime, que ainda é frequente em todo o país. Em um deles, uma mulher de 31 anos deu à luz na Santa Mônica, usando documento de outra pessoa.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo informações colhidas pelaTV Gazetana maternidade, uma suposta amiga da gestante foi à unidade como acompanhante, mas com a intenção de sair com a criança. A maternidade, por sua vez, diz que não desconfiou de nada. A farsa só foi descoberta porque a criança nasceu com sífilis - que é transmitida por contato sexual - e o bebê precisou ficar internado por oito dias. Além disso, uma denúncia por telefone, que ajudou o conselho a acabar com a tentativa de adoção ilegal.
Leia também
"A gente soube, também, que a acompanhante entrava a hora que queria e dormiu duas noites com a cartinha de acompanhante com o nome de terceiros", disse uma funcionária, que não quis se identificar.
Já na Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente, foi descoberto que a mãe biológica tinha um acordo com a mulher interessada no recém-nascido.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
"Uma testemunha falou que existe um contrato de guarda no nome de outra pessoa e que essa outra pessoa iria cuidar da criança. Isso chamou a atenção e vamos investigar se há a prática de outros crimes, além da falsidade já configurada", disse a delegada Adriana Gusmão.
O conselheiro tutelar Luiz Carlos dos Santos afirma que a falta de um controle mais rígido no acesso às maternidades ocasiona as tentativas de adoção ilegal. Foram três casos em 10 dias. "As gestantes estão entrando com o nome de outra pessoa e não há uma fiscalização maior dentro das maternidades. O Conselho Tutelar está pedindo respostas e vai cobrar através de fiscalização", alerta Luiz Carlos.
Em outra maternidade da capital, o Conselho Tutelar descobriu mais um caso. Neste, uma funcionária desconfiou e chamou os conselheiros. Em depoimento na delegacia, a mulher, de 28 anos, negou que doaria a criança para outra pessoa. O bebê foi encaminhado para a adoção e está sob a guarda provisória de um casal.
O juiz da Vara da Infância e da Juventude de Maceió, Igor Figueiredo, diz que, apesar da pena de quatro a cinco anos de prisão para quem adota uma criança ilegalmente, esse tipo de tentativa ocorre com frequência em todo o país. "Aqui em Alagoas, havia uma quantidade de casos sem notificação. Em agosto deste ano, foi feita uma reunião com as maternidades e com todos os conselheiros tutelares, e conseguimos detectar cerca de quatro a cinco casos no último mês. Estamos adotando as providências para que cada vez mais esse tipo de crime seja reduzido.
