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Polícia indicia PM e esposa por homicídio qualificado de italiano

Mulher foi indiciada porque teria preparado o enredo criminoso e atuou na preparação do crimeMulher foi indiciada porque teria preparado o enredo criminoso e atuou na preparação da morte; o inquérito foi concluído nesta terça-feira (17)

O policial militar José Pereira da Costa e a companheira dele, Karla Kassiana Vanderlei Warumby Cavalcanti, foram indiciados nesta terça-feira (17) por homicídio qualificado praticado contra o empresário italiano Fábio Campagnola. O crime aconteceu na orla da Praia do Francês, em Marechal Deodoro, no dia 3 deste mês. O inquérito foi enviado hoje à Justiça.

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De acordo com a delegada Liana Franca, que conduziu as investigações, a mulher também foi indiciada pelo crime de homicídio qualificado porque teria preparado o enredo criminoso e atuou, segundo a delegada, na preparação do crime.

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Nesta segunda-feira (16) a Justiça negou pedido de liberdade provisória de Karla Kassiana Vanderlei Warumby Cavalcanti. A defesa alegou que não há indícios da participação dela no crime. No entanto, a juíza Fabíola Feijão entendeu diferente e aponta que há, nos autos, depoimentos das testemunhas que relataram que a acusada teria dito que "iria chamar seu marido para resolver o impasse".

O Ministério Público opinou pela manutenção da prisão preventiva da acusada, sob a alegação de que ela teria chamado o marido, armado, para resolver a situação, assumindo o risco de sua conduta, o que configura o dolo eventual. O órgão ministerial lembrou que não é a primeira vez que a acusada se utiliza do companheiro para intimidar e citou um processo de injúria em União dos Palmares.

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A juíza Fabíola Feijão pontuou ainda que “tem-se, a rigor, como necessária a custódia cautelar para garantia da ordem pública e conveniência da instrução, porquanto a acusada e a vítima eram vizinhas, o que poderá colocar em risco novamente o seio social e as testemunhas do processo."

TRATAMENTO DE SAÚDE DO PM

Já na sexta (13), a juíza Fabíola Feijão autorizou o policial José Pereira da Costa a realizar tratamento médico fora da prisão. Segundo a defesa, ele tem um tumor neuroendócrino e necessita de tratamento específico. As saídas do preso devem ser comunicadas com antecedência à direção do estabelecimento prisional para autorização e escolta devida.

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