Polícia apura possível relação de R$ 2 milhões apreendidos com crime eleitoral em Maceió
Delegado diz que hipótese está entre as possibilidades analisadas, mas ressalta que ainda não há comprovação; eventual crime eleitoral será encaminhado à Polícia Federal
A Polícia Civil de Alagoas apura se os R$ 2 milhões em espécie apreendidos nesta sexta-feira (18), em Maceió, podem ter alguma relação com crime eleitoral. A possibilidade foi citada pelo diretor da Dracco, delegado Igor Diego, entre as linhas que poderão ser aprofundadas durante a investigação.
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Segundo o delegado, neste momento não existe nenhuma comprovação de que o dinheiro seria utilizado nas eleições. A apuração principal busca descobrir a origem dos recursos e a razão para o saque de uma quantia tão elevada em espécie.
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Igor Diego afirmou que, além da possibilidade eleitoral, a investigação poderá apurar eventuais crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, caso surjam elementos que sustentem essas hipóteses.
“Também nós temos aí uma possibilidade desse valor poder ser utilizado para as eleições, mas, lembrando, nesse momento não há nenhuma comprovação de crime eleitoral”, explicou.


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O delegado ressaltou que a atribuição para investigar crimes eleitorais em Maceió é da Polícia Federal. Caso sejam encontrados indícios dessa natureza, todo o material produzido pela Polícia Civil, inclusive informações relacionadas à apreensão dos R$ 2 milhões, será compartilhado com a PF.
Os valores foram encontrados após dois funcionários de uma empresa de iluminação pública realizarem o saque em uma agência bancária no bairro do Farol. Eles foram ouvidos e liberados, mas permanecem sob investigação.
