PC/AL conclui inquérito sobre mortes de agentes dentro de viatura e apresenta detalhes nesta quarta
Investigação apurou as circunstâncias de crime que vitimou os policiais Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes em Delmiro

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu o inquérito que investigava as mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, ocorridas em 20 de maio deste ano, no município de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. Os detalhes da investigação serão apresentados durante uma coletiva de imprensa marcada para esta quarta-feira (17), às 11h50, na Delegacia Geral, localizada no bairro de Jacarecica, em Maceió.
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O procedimento investigativo foi instaurado para esclarecer as circunstâncias do crime que chocou a segurança pública alagoana e ganhou repercussão em todo o Estado.
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A expectativa é que a Polícia Civil apresente as conclusões sobre a dinâmica dos fatos, as responsabilidades identificadas e os elementos reunidos ao longo da apuração.
O CRIME


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O caso ocorreu na madrugada do dia 20 de maio, quando os policiais retornavam de uma ocorrência para a Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Segundo as investigações, os três agentes estavam no mesmo veículo quando os disparos foram efetuados.
O policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho foi preso suspeito de matar os dois colegas de trabalho dentro da viatura. Em depoimento prestado às autoridades, ele afirmou não se lembrar do momento dos disparos e relatou ter consumido grande quantidade de bebida alcoólica horas antes do crime.
De acordo com o termo de qualificação e interrogatório, Gildate declarou que ele e os colegas haviam ingerido bebidas alcoólicas na noite anterior, incluindo cachaça, participando de, pelo menos, cinco rodadas de consumo antes de iniciarem a viagem durante a madrugada.
O agente afirmou ainda que não utilizou drogas nem medicamentos controlados, mas reconheceu ter ingerido álcool em excesso. Segundo o relato, sua memória sobre os acontecimentos é fragmentada. Ele declarou não conseguir explicar o que ocorreu no momento dos disparos, afirmando recordar apenas que estava na cidade e, posteriormente, em outro local, sem clareza sobre a sequência dos fatos.

Ainda durante o interrogatório, o suspeito afirmou que mantinha uma relação de amizade com as vítimas e negou qualquer histórico de desentendimento entre eles. Segundo ele, nunca houve conflitos ou problemas na convivência profissional e pessoal com os colegas.
Gildate também relatou que, após os fatos, foi até a residência de uma mulher conhecida, onde acabou localizado por policiais militares e recebeu voz de prisão.
Testemunhas ouvidas no decorrer das investigações relataram que o policial apresentava comportamento incomum e falas desconexas após o crime.
As vítimas possuíam trajetórias distintas dentro da corporação. Yago Gomes Pereira havia ingressado na Polícia Civil em 2023, enquanto Denivaldo Jardel Lira Moraes acumulava mais de 10 anos de atuação na instituição.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil deverá encaminhar o resultado das investigações ao Poder Judiciário e ao Ministério Público (MP), que darão sequência aos procedimentos legais relacionados ao caso.
*Com informações da PCAL