Pai de suspeito afirma que tentou negociar dívida de Joseane para evitar conflito
Em abordagem feita por Júlia Nunes, ele afirmou que tentou fazer a vítima pagar o valor aos poucos
O pai do homem suspeito de matar Joseane dos Santos de Araújo, de 42 anos, afirmou que tentou intervir no desentendimento envolvendo uma dívida entre o filho e a vítima, propondo que o pagamento fosse feito aos poucos. A declaração foi dada durante uma conversa com a advogada e deputada federal eleita Júlia Nunes, que esteve em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, após o crime.
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Questionado se havia tentado evitar a morte da mulher, Hélio respondeu que sim. Ao explicar o que teria feito, afirmou que procurou uma solução para que Joseane quitasse o débito gradualmente.
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“Ela pagava de pouquinho dinheiro”, declarou.
Durante a conversa, Júlia questionou se ele tinha conhecimento de que o filho poderia cometer o assassinato. Hélio negou e, em seguida, esclareceu que sua tentativa de intervenção estava relacionada à negociação do pagamento da dívida.


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A deputada também perguntou diretamente se o débito justificaria a morte da mulher. O pai do suspeito foi enfático ao afirmar que não.
“Não, com a morte não. Pagar do jeito que pode, né? Agora, com a morte, não. Não justifica”, respondeu.
Pai diz que vai acompanhar o filho
Na sequência, Júlia Nunes perguntou se Hélio pretendia acompanhar o filho durante o período em que ele estiver no sistema prisional, inclusive com visitas e possível contratação de advogado para a defesa.
O pai respondeu que pretende estar presente e acompanhar a situação do filho. A conversa ocorreu após o suspeito ser apresentado à Polícia Militar, neste sábado (31), no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Santana do Ipanema.
Joseane foi assassinada a facadas na noite de sexta-feira (30), em plena via pública. O crime foi registrado por câmeras de segurança e as imagens mostram a vítima sendo atacada após um desentendimento com o agressor.
O suspeito foi preso após uma mobilização da Polícia Militar. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.
