MP apura denúncia contra delegado por impedir acesso de acompanhante de paciente ao HGE

Procedimento administrativo foi instaurado pela promotora Karla Padilha; caso também é analisado pela Corregedoria da PC/AL

A promotora Karla Padilha, responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial e da Tutela da Segurança Pública, abriu procedimento administrativo para apurar suposta conduta irregular de um delegado de polícia da capital, ocorrida em maio deste ano. Ele teria dado ordem para impedir a entrada da acompanhante de um paciente no Hospital Geral do Estado (HGE).

Um relato que chegou ao conhecimento do Ministério Público de Alagoas (MPAL) dá conta de que uma mulher não conseguiu ter acesso à unidade hospitalar, para acompanhar uma parente que precisava de atendimento. A alegação dela era de que havia uma determinação expressa de um delegado e de uma vice-prefeita, cujos nomes não foram revelados, para impedi-la de entrar. A motivação, no entanto, não foi informada.

A denunciante disse que, diante do impedimento, foi até o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Mangabeiras, para prestar queixa, mas, ao ser ouvida, o delegado plantonista - na ocasião - não teria adotado providências e ainda saiu do local de maneira repentina, deixando a mulher sozinha na sala.

Quando recebeu o relato, Karla Padilha abriu uma notícia de fato e encaminhou ofício à Corregedoria da Polícia Civil solicitando a abertura de sindicância para as devidas apurações. A instituição avisou ao Ministério Público que instaurou investigação preliminar, que está sendo conduzida pelo corregedor Francisco de Assis Amorim Terceiro. A promotora informou que ainda não recebeu o resultado desta apuração.

Como o prazo para a tramitação da notícia de fato extrapolou, o MPAL adotou nova medida para aprofundar a investigação. A portaria contendo a instauração do procedimento administrativo foi publicada na edição desta quarta-feira (23), do Diário Oficial Eletrônico do órgão.