Material pornográfico apreendido durante operação é considerado vasto pela polícia

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante, em Maceió, nesta quinta-feira; ele nega participação em esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes

A delegada Teila Rocha, da Delegacia de Crimes contra Crianças e Adolescentes (DCCCA), que esteve à frente da Operação ‘Luz na Infância 9’, deflagrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta quinta-feira (30), em Alagoas e em mais 12 estados do país, afirmou que o material pornográfico apreendido com homem preso durante a ação é bastante "vasto".

Segundo ela, o homem, de 28 anos, que foi preso no Tabuleiro do Martins, confessou que fazia, há dois anos, os downloads do material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Ele negou, porém, participar de algum tipo de organização criminosa que atua nesse tipo de crime.

"Apreendemos um material vasto de pornografia infantil, além de outros tipos de pornografia", destacou Teila, ressaltando que, até então, o suspeito preso em Maceió não tinha nenhuma passagem pela polícia.

A delegada afirmou, durante entrevista, que todo o material recolhido, durante o cumprimento dos mandados em Maceió e em Coruripe, será encaminhado à perícia para que possam ser analisados.

A operação faz parte de uma mobilização nacional para combater crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet e foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública(MJSP), por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi).

A Operação Luz na Infância 9 foi deflagrada com a participação da Polícia Civil de 13 estados (AL, BA, ES, GO, MA, MS, MT, PA, PB, PR, RN, RS e SP). O foco é identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.

Em Alagoas, foram empregados policiais civis da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DCCCA), Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), Delegacia Regional de Penedo e peritos da Polícia Científica. Além do Brasil, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em mais seis países: Argentina, Estados Unidos, Costa Rica, Paraguai, Panamá e Equador.

Houve, ainda, a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Homeland Security Investigations (HSI).