Lei Maria da Penha faz 13 anos e AL tem mais casos de violência contra a mulher
Três mulheres foram vítimas no estado nas últimas 24 horas; número de medidas protetivas em Maceió é alto
No dia em que a Lei Maria da Penha completa 13 anos, três alagoanas somam-se às centenas de milhares de vítimas da violência contra a mulher, segundo revela o relatório da Segurança Pública (SSP) de Alagoas desta quarta-feira (7).
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O primeiro caso aconteceu em Chã do Pilar, Região Metropolitana de Maceió. O agressor, identificado como Flaviano Gomes de Lima, de 21 anos, é acusado de agredir a ex-companheira, que apresentava lesões nos joelhos. O acusado foi encaminhado para o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).
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A segunda vítima tem 22 anos e foi agredida na rua durante a madrugada desta quarta-feira (7), nas proximidades de um campo de futebol, no bairro de Jacarecica, na capital alagoana. Luciano Aureliano Feliz dos Santos, de 28 anos, foi identificado como o autor da lesão corporal.
Também durante a madrugada, Erivaldo Augusto de Menezes, de 48 anos, foi preso em flagrante por agredir a companheira. Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes I, no Farol.


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Os nomes das vítimas não serão revelados. Os acusados foram autuados com base na Lei Maria da Penha.
MEDIDA PROTETIVA
Para impedir que os agressores se aproximem, o Juizado da Mulher de Maceaió concedeu, de janeiro a julho deste ano, 420 medidas protetivas para vítimas de violência doméstica.
O juiz José Miranda Santos Júnior, auxiliar da unidade, diz que o número é alto, o que mostra que as mulheres estão mais conscientes e denunciando mais as agressões.
"Sempre entram processos e isso quer dizer que as mulheres estão registrando a violência sofrida. Há também uma rede de proteção que faz com que constantemente tenhamos campanhas chamando a atenção para o problema da violência doméstica", explicou o magistrado.
Ele diz ainda que a medida protetiva mais comum é a que obriga o agressor a manter distância da vítima. "Os processos têm sido efetivos, com uma reincidência muito baixa", completou.
A violência doméstica, ainda conforme José Miranda, é o tipo de crime mais difícil para a segurança pública, porque acontece dentro de casa. "É um crime muitas vezes sem testemunha. É importante as pessoas saberem que em briga de marido e mulher se deve meter a colher sim".
