"Justiça foi feita", diz pai de jogador morto no Pontal da Barra após caso ser solucionado
Suspeitos foram mortos em confronto com a polícia; Micael Leandro foi baleado por engano

“É um sentimento de alma lavada". Foi o que disse Marcos Antônio, o pai do jogador Micael Leandro da Silva, de 15 anos, também conhecido como Mica, após saber que o caso de seu filho foi solucionado pela Polícia Civil de Alagoas. Os suspeitos morreram durante troca de tiros em uma operação coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
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Em entrevista a uma TV local, nesta terça-feira (25), o pai de Mica relatou como recebeu a notícia. “Comecei a receber ligações às 2h da madrugada, mas eu só vi quando acordei [...] O que a gente queria era isso: justiça. A justiça foi feita, primeiramente Deus, e depois os homens na terra."
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Micael foi assassinado durante uma partida de futebol no bairro Pontal da Barra, em Maceió. O crime ocorreu no dia 1º de agosto deste ano. O atleta era da categoria de base do São Paulo Futebol Clube.
Após ser atingido por um único disparo de arma de fogo, o adolescente chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.


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O pai de Mica ainda aproveitou o momento para relembrar como o filho era querido por todos. “É um sentimento de alma lavada, porque a gente sabe o filho que temos e chegar a notícia de que uma bala atingiu seu filho. Saber que o filho não é envolvido com nada de errado, uma pessoa do bem, todo mundo gosta, todo mundo abraçava, menino bom, respeitador, carinhoso”, finalizou o genitor.
A OPERAÇÃOSeis integrantes da facção Comando Vermelho (CV) foram localizados durante a operação, sendo dois deles apontados como os autores do crime que vitimou Mica.
A ação foi realizada na noite dessa segunda-feira (24), na capital do estado e no município de Coqueiro Seco, na Região Metropolitana de Maceió. Os suspeitos morreram durante confronto com as forças de segurança.
Com a investigação, a polícia descobriu que o disparo que matou o jogador tinha como alvo outra pessoa, que não foi identificada.
Além disso, de acordo com informações das autoridades, o grupo seria liderado por "Malhado", homem apontado como uma das lideranças do CV, que estaria escondido há alguns anos no Complexo do Alemão, no estado do Rio de Janeiro.
