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Fio de Ariadne: alvos de Alagoas podem integrar grupo nacional especializado em fraudes on-line

Ação policial deflagrada nesta quinta-feira apreendeu bens e bloqueou valores de suspeitos de aplicar golpes

Os alvos alagoanos da Operação Fio de Ariadne, que foi deflagrada pela Polícia Civil (PC/AL), nesta quinta-feira (2), em Maceió e na cidade de Rio Largo, podem integrar um núcleo de uma grande organização criminosa nacional especializada em fraudes eletrônicas.

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Segundo o delegado José Carlos, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), as investigações do caso acontecem desde 2024 e os envolvidos são pessoas bem articuladas, que trabalharam para dificultar a ação policial.

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“Tem cerca de dois anos que estamos investigando, monitorando e rastreando os suspeitos. Desde 2024 que estamos fazendo essa investigação. Acreditamos que trata-se de um núcleo de Alagoas que integra um grupo nacional de fraudes, pelo qual foram cooptados para que aplicassem os golpes no Estado”, afirma o delegado, destacando que todo o esquema acontecia de forma on-line.

Na ação policial de hoje, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos que podem ajudar a comprovar a prática de fraude, além de seis veículos. Também foi bloqueado o valor de R$ 1,5 milhão das contas dos envolvidos. Os bens e a quantia em dinheiro podem ser utilizados para ressarcir as vítimas do golpe.

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Equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante operação. Divulgação PCAL

De acordo com a delegada Maria Eduarda de Carvalho, também da Dracco, apesar de a operação ter sido concluída hoje, as investigações continuam e novos suspeitos e mandados podem surgir.

“Hoje tivemos diversos alvos, sendo a maioria da parte alta de Maceió, nos bairros da Santa Lúcia e do Antares. O material apreendido será analisado e podem surgir novos indícios de possíveis envolvidos”, destaca a autoridade policial.

O ESQUEMA

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava o chamado “golpe do chargeback”, simulando compras em maquinetas de cartão de crédito vinculadas a instituições financeiras. Em seguida, os titulares contestavam as operações, gerando estornos dos valores antecipados às empresas ligadas aos investigados.

Quando as instituições tentavam recuperar os valores, as contas já estavam zeradas, pois o dinheiro era rapidamente pulverizado e transferido para terceiros. As investigações apontam ainda que o grupo utilizava empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem e a movimentação dos recursos ilícitos.

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