Ex-cabo da PM é condenado a 21 anos de prisão por assassinato de sargento em Alagoas
Caso é considerado um dos mais emblemáticos da violência do estado e aconteceu na década de 1990

Após mais de duas décadas de tramitação judicial, o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas Gilmar Galvão da Silva foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do sargento Osmário Dias Lima Júnior. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (12), após julgamento realizado no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
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De acordo com a acusação, Osmário foi sequestrado em dezembro de 1999, no Conjunto José Tenório, no bairro da Serraria. O militar foi abordado por homens armados e levado à força. O desaparecimento desencadeou uma ampla mobilização das forças de segurança, mas o sargento foi encontrado morto dias depois em uma área rural do município do Pilar, na Região Metropolitana de Maceió.
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Considerado um dos episódios mais emblemáticos da violência associada a grupos criminosos que atuavam no estado no fim da década de 1990, o crime permaneceu por anos sem uma definição judicial definitiva. O julgamento desta sexta-feira ocorreu após sucessivos adiamentos ao longo do processo.
A sessão foi presidida pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital. Durante o julgamento, o Ministério Público de Alagoas sustentou a responsabilidade do ex-cabo no homicídio, tese acolhida pelo Conselho de Sentença.


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Um dos momentos mais marcantes da sessão foi a atuação da advogada Cinara Dias, filha da vítima, ao lado da equipe de acusação. Antes do julgamento, a promotora de Justiça Adilza de Freitas destacou o significado da participação da familiar no processo.
Com a condenação, Gilmar Galvão da Silva deverá cumprir pena de 21 anos de prisão em unidade do sistema prisional comum. Por ter integrado a Polícia Militar, ele ficará custodiado em ala separada dos demais detentos, em estabelecimento de segurança máxima, conforme as normas aplicáveis a ex-integrantes das forças de segurança.
A decisão representa o desfecho de um dos casos criminais mais emblemáticos da história recente de Alagoas.

