Defesa diz que PM suspeito de agredir mulher em Maceió vai se apresentar à polícia

Polícia pediu a prisão do homem nesta terça-feira (2); ele deve responder por lesão corporal com violência de gênero, ameaça e injúria

A defesa do suspeito de agredir uma mulher, em um posto de combustíveis na parte alta de Maceió informou que ele deve se apresentar à polícia. O caso aconteceu no último domingo (31) e está sendo investigado.

À Gazetaweb, o advogado Raimundo Palmeira explicou que aguarda que a prisão seja decretada para que o homem se apresente ao Comando Geral da Polícia Militar.

O homem é policial militar, mas, segundo Raimundo Palmeira, está afastado das funções desde setembro de 2021, após receber diagnóstico de depressão.

Segundo o advogado, no momento da agressão - gravado por populares -, o PM teria sido provocado, sendo agredido verbalmente com termos vulgares. Até o momento do tapa, ele estaria "mantendo o controle", mas "perdeu a consciência".

Nesta terça (2), a delegada Ana Luiza Nogueira pediu a prisão preventiva do policial militar. Ele deverá responder por lesão corporal com violência de gênero, ameaça e injúria.

A delegada relatou que, em depoimento, a vítima contou que foi agredida verbalmente antes de ser atingida pelo golpe no rosto e cair no chão. O homem teria agredido, xingado e ainda menosprezado a vítima enquanto mulher.

O Ministério Público Estadual (MPE) também está acompanhando o caso. De acordo com a promotora Karla Padilha, titular da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, o órgão aguarda um retorno da Corregedoria da PM a respeito das providências administrativas que estão sendo adotadas para apurar a conduta do agressor.

"Estamos aguardando informações precisas a respeito de todos os desdobramentos feitos no âmbito administrativo. Para além, a investigação está sendo feita pela delegada Ana Luíza Nogueira, da Delegacia da Mulher. A partir daí, com o possível indiciamento dele, as promotoras que atuam na violência doméstica irão denunciar esse policial para que ele responda criminalmente por esse ilícito", afirmou a promotora.