Clínica clandestina de abortos funcionava na casa de idosa; polícia revela como eram feitos
Suspeita tem baixa instrução e acreditava fazer procedimento lícito, afirmou a Polícia Civil

A idosa indiciada por estar à frente de uma clínica clandestina de aborto situada no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, praticava o procedimento ilegal dentro da própria residência e demonstrou, durante depoimento à polícia, ter baixa instrução. Ela foi indiciada por aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O local onde os procedimentos ilegais eram realizados funcionava havia cerca de 10 anos, com a divulgação por meio do "boca a boca". Os valores cobrados variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil.
Leia também

O funcionamento da clínica clandestina veio à tona em março deste ano, após a morte de uma das pacientes. Durante as investigações, foram identificadas cinco mulheres que teriam feito o procedimento no local - sendo uma delas a que entrou em óbito e outra que perdeu a visão de um dos olhos após adquirir uma infecção. As outras três não apresentaram sequelas.
De acordo com o delegado Edberg Oliveira, a idosa que era responsável pelo espaço clandestino prestou depoimento e disse acreditar que estava ajudando as mulheres que interrompiam a gestação.


Como se posicionaram senadores alagoanos na votação do fim da escala 6x1

Com Lessa fora e Marcelo Victor impedido, presidente do TJ assume o Governo de AL

Paulo Dantas vai reforçar campanha de Lula com mobilização de lideranças do interior

Aliado de JHC, vereador diz estar pronto para assumir nova missão no Governo de Alagoas

“Essa senhora é uma mulher de baixa instrução, que fazia tudo de forma bastante arcaica e colocava a vida das mulheres em risco. Ela acreditava que estava fazendo algo legal e ajudando mulheres que não queriam ter filhos”, disse a autoridade policial.
Além da idosa, um homem que teria financiado o aborto em uma das mulheres foi indiciado e deve responder por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro.
Com a conclusão das investigações, o inquérito será remetido ao Ministério Público Estadual (MPE).
