Clínica clandestina de abortos funcionava na casa de idosa; polícia revela como eram feitos
Suspeita tem baixa instrução e acreditava fazer procedimento lícito, afirmou a Polícia Civil

A idosa indiciada por estar à frente de uma clínica clandestina de aborto situada no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, praticava o procedimento ilegal dentro da própria residência e demonstrou, durante depoimento à polícia, ter baixa instrução. Ela foi indiciada por aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.
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O local onde os procedimentos ilegais eram realizados funcionava havia cerca de 10 anos, com a divulgação por meio do "boca a boca". Os valores cobrados variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil.
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O funcionamento da clínica clandestina veio à tona em março deste ano, após a morte de uma das pacientes. Durante as investigações, foram identificadas cinco mulheres que teriam feito o procedimento no local - sendo uma delas a que entrou em óbito e outra que perdeu a visão de um dos olhos após adquirir uma infecção. As outras três não apresentaram sequelas.
De acordo com o delegado Edberg Oliveira, a idosa que era responsável pelo espaço clandestino prestou depoimento e disse acreditar que estava ajudando as mulheres que interrompiam a gestação.


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“Essa senhora é uma mulher de baixa instrução, que fazia tudo de forma bastante arcaica e colocava a vida das mulheres em risco. Ela acreditava que estava fazendo algo legal e ajudando mulheres que não queriam ter filhos”, disse a autoridade policial.
Além da idosa, um homem que teria financiado o aborto em uma das mulheres foi indiciado e deve responder por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro.
Com a conclusão das investigações, o inquérito será remetido ao Ministério Público Estadual (MPE).
