Atropelamento de adolescente: testemunhas relatam manobras arriscadas de motorista
Seis pessoas já foram ouvidas pela polícia, que aguarda imagens de imóveis localizados na Av. Durval de Góes Monteiro
A Polícia Civil de Alagoas avançou na investigação sobre o atropelamento que matou o adolescente Juan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, em Maceió. Ao menos seis testemunhas já prestaram depoimento e relataram detalhes sobre o comportamento do veículo conduzido pelo motorista envolvido na ocorrência. Os relatos colhidos apontam que o carro vinha fazendo manobras consideradas arriscadas antes de atingir a vítima.
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Entre as pessoas ouvidas estão testemunhas que presenciaram o acidente e trabalhadores que estavam na região no momento da ocorrência. A área passava por um serviço de limpeza urbana, e um gari e um motorista também foram ouvidos.
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Responsável pelo inquérito, o delegado Carlos Reis, da Delegacia de Trânsito de Maceió, informou em entrevista à TV Gazeta, nesta segunda-feira (31), que a polícia já formalizou o depoimento de seis pessoas e trabalha agora na análise dos detalhes que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do atropelamento.
“Temos, inclusive, testemunhas que presenciaram como o carro estava, o veículo do condutor vinha se comportando durante toda a [avenida]”, afirmou o delegado.


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A polícia também requisitou imagens de câmeras de videomonitoramento de imóveis e estabelecimentos localizados nas proximidades do ponto onde ocorreu o atropelamento. De acordo com Carlos Reis, os pedidos foram encaminhados no dia 26 e os responsáveis pelos estabelecimentos já confirmaram o recebimento das requisições.
As imagens ainda são aguardadas e devem ajudar a Polícia Civil a confrontar os depoimentos já prestados com a dinâmica registrada nos vídeos.

Seis testemunhas já foram ouvidas
Segundo o delegado, a prova testemunhal reunida até o momento é considerada importante para o avanço do inquérito. Além das pessoas que passavam pelo local, trabalhadores que estavam atuando na região no momento do acidente também contribuíram com informações.
A polícia pretende analisar os depoimentos de forma conjunta com os demais elementos que ainda serão incorporados ao inquérito antes de chegar a uma conclusão sobre o que aconteceu.
Carlos Reis destacou que ainda não é possível divulgar todas as informações recebidas pela investigação, especialmente aquelas relacionadas a documentos encaminhados pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT).
“Já temos alguns documentos e, no momento oportuno, nós nos debruçaremos e, logicamente, possivelmente iremos divulgar para que a imprensa possa fazer o papel dela, que é o de informar a população”, explicou.
Motorista ainda será ouvido
O condutor do veículo ainda não prestou depoimento. Conforme o delegado, a estratégia adotada é ouvir primeiro as testemunhas e reunir os demais elementos necessários para, posteriormente, tomar o depoimento do motorista.
“Eu sempre deixo o condutor por último. Primeiro a gente enriquece os autos para que a gente possa, no final, ouvir o condutor do veículo”, afirmou Carlos Reis.
A Polícia Civil também analisa informações relacionadas à distância entre os objetos deixados no local e o ponto onde o adolescente foi atingido. Conforme depoimentos colhidos, uma sandália da vítima teria ficado a pouco mais de cinco metros da faixa de pedestres, enquanto o corpo do jovem foi localizado a cerca de 25 metros.
Para o delegado, entretanto, esses dados precisam ser avaliados com cautela e em conjunto com as demais provas antes de qualquer conclusão sobre a dinâmica do atropelamento.
Investigação busca esclarecer dinâmica do atropelamento
Com os depoimentos já formalizados e as imagens de segurança ainda pendentes, a Polícia Civil entra em uma nova etapa da investigação. A expectativa é que o material visual permita confrontar as versões apresentadas pelas testemunhas e esclarecer a movimentação do veículo antes e durante o atropelamento.
Carlos Reis afirmou que ainda há etapas a serem cumpridas até a conclusão do inquérito, mas destacou a importância das provas testemunhais já reunidas.
O caso é investigado pela Delegacia de Trânsito de Maceió, que deverá ouvir o motorista após a análise dos demais elementos. A conclusão do inquérito dependerá do conjunto de provas reunido pela Polícia Civil.
