Anúncios falsos e grupos: veja como agia suspeito de aplicar golpe de passagens aéreas
Vítimas registraram boletins de ocorrência e informaram que já foram iniciados os procedimentos jurídicos relacionados ao caso
O suspeito de 29 anos utilizava anúncios falsos de imóveis em uma plataforma de comércio eletrônico e oferecia passagens aéreas por meio de um grupo de WhatsApp para aplicar golpes. O homem foi preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (26) e também é investigado por estelionatos relacionados à locação de imóveis em Alagoas e Pernambuco.
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Pelo menos 21 pessoas foram vítimas do golpe envolvendo a venda de passagens aéreas, com prejuízo superior a R$ 14 mil. Os bilhetes seriam utilizados para uma viagem a Brasília, onde o grupo participaria de um simpósio de quadrilhas juninas.
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As vítimas só descobriram que haviam sido enganadas no dia do embarque, quando constataram que as passagens compradas não existiam.
Uma das vítimas, Wellignton, havia sido convidada para representar Alagoas no evento e decidiu adquirir a própria passagem. A negociação foi feita com um homem que sua esposa conheceu durante uma corrida de Uber.


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O suspeito dizia trabalhar para a companhia aérea Azul e apresentava informações para sustentar a suposta relação profissional com a empresa, incluindo dados de um aplicativo de recursos humanos.
Com a proximidade da viagem, Wellignton voltou a procurá-lo e comprou o bilhete. Depois, informou a outros participantes do evento que havia conseguido uma passagem por um preço mais baixo. A partir daí, outras pessoas também negociaram diretamente com o suspeito.
Os pagamentos foram realizados, mas os passageiros ficaram sem viajar.
Outra vítima, Ginaldo dos Santos, contou que o grupo acreditava que o homem, que se identificava como João Vitor, realmente conseguiria emitir as passagens. Segundo ele, mesmo após ser questionado, o suspeito não apresentava os comprovantes da suposta compra.
A fraude foi confirmada no aeroporto. As vítimas perceberam que outras pessoas também haviam adquirido bilhetes com o mesmo homem e não conseguiram embarcar.
Ao registrar a ocorrência, Wellignton afirmou ter descoberto na delegacia que o suspeito possuía outros 26 boletins de ocorrência, também relacionados a estelionato.
As vítimas registraram boletins de ocorrência e informaram que já foram iniciados os procedimentos jurídicos relacionados ao caso.
A prisão do homem ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO/PCAL), e da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).
A ação foi coordenada pelos delegados Roberto Batista, coordenador do NPO/PCAL, e Antonielson Machado, adjunto do núcleo. Equipes do NPO/PCAL, da Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT) e da PCPE participaram das diligências.
